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Estudo do efeito in vitro de compostos paladaciclos sobre vermes adultos do parasita Schistosoma mansoni

Processo: 18/20935-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Helmintologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Katia Cristina Pereira Oliveira Santos
Beneficiário:Camila Banca Guedes
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Schistosoma mansoni

Resumo

A esquistossomose é uma doença parasitária negligenciada causada pelo trematodo S. mansoni que acomete 200 milhões de indivíduos em 76 países. O parasita possui um complexo ciclo biológico, com seis estágios distintos de desenvolvimento e dois hospedeiros, um intermediário (molusco) e um definitivo (homem).O tratamento da esquistossomose é realizado pela administração oral de praziquantel que possui baixa toxicidade, é muito eficiente na eliminação de vermes adultos, existindo, porém, algumas cepas do parasita resistentes a esse medicamento. Essa resistência é favorecida pelo tratamento em massa rotineiramente realizado em regiões com alta endemicidade. Nesse contexto a busca por novas alternativas terapêuticas é importante e necessária.Já foi demonstrado que os complexos paladaciclos DPPE 1.1 e DPPE 1.2 possuem atividade leishmanicida; baixa toxicidade e inibem a atividade de cisteína-proteinases, especificamente a catepsina B de Leishmania spp. A catepsina B constitui um fator de patogenicidade do S. mansoni, pois é responsável pela maior parte da hidrólise da hemoglobina, a principal fonte de aminoácidos do parasita, tendo-se demonstrado que a inibição dessa enzima causa retardo no desenvolvimento e limitação da viabilidade desse helminto. Dentro desse enfoque, acredita-se que os compostos paladaciclos possuem potencial atividade esquistossomicida.Neste contexto, o objetivo deste projeto é estudar os possíveis efeitos in vitro dos compostos paladaciclos sobre vermes adultos de S. mansoni. Esta solicitação de bolsa de Iniciação Científica está vinculada ao projeto de auxílio regular sobre o mesmo tema (processo FAPESP 2018/19191-4) que já fora solicitado à FAPESP e está em fase de apreciação pela assessoria. A expectativa é que, assim como observado em Leishmania (Leishmania) amazonensis, a exposição do S. mansoni a esses complexos paladaciclos resulte no comprometimento da viabilidade do parasita. Isso permitirá explorar a utilização do DPPE 1.1 e DPPE 1.2 como uma nova abordagem terapêutica no combate à esquistossomose e como ferramenta auxiliar a elucidação do papel da catepsina B no desenvolvimento do parasita.