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Estudos químicos e ecológicos sobre a relação do protozoário Crithidia mellificae ATC30254 com actinobactéria simbionte isolada de abelhas sem ferrão brasileiras

Processo: 18/23313-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Mônica Tallarico Pupo
Beneficiário:Diego Carlos Rodriguez Hernandez
Supervisor no Exterior: Timothy S. Bugni
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Wisconsin-Madison (UW-Madison), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:17/01188-4 - Relação do protozoário Crithidia spp com o bacterioma associado a abelhas sem ferrão Melipona scutellaris: estudos químicos, ecológicos e farmacológico, BP.PD
Assunto(s):Produtos naturais   Actinobactéria

Resumo

Os insetos sociais estabelecem associações simbióticas nutricionais e defensivas com os microrganismos, sendo as actinobacteria os principais atores dessas simbioses. Microrganismos simbióticos demonstraram a capacidade de biosintetizar compostos com alto potencial biológico, gerando grande atenção em pesquisas de diversas áreas. As abelhas sem ferrão são caracterizadas por manter suas colônias livres de doenças e parasitas. Essas abelhas desenvolveram diferentes estratégias de proteção, mas a maioria ainda é desconhecida. Pretendemos explorar ainda mais o potencial das abelhas sem ferrão para se associarem às actinobacteria para suprimir os micróbios patogênicos. Nosso objetivo é verificar se existe uma relação interespecífica de proteção mediada por metabólitos microbianos secundários contra o protozoário Crithidia mellificae, um parasita da abelha, que está associado a doenças que levam ao colapso das colônias de abelhas (CCD). Neste projeto de pós-doutorado em andamento, já descobrimos que a abelha sem ferrão Mellipona scutellaris tem simbiontes bacterianos que produzem metabólitos secundários capazes de inibir o crescimento da Paenibacillus larvae, um patógeno especializada de abelhas meliferas, agente causador da American Foulbrood. Vários compostos antibióticos e citotóxicos conhecidos, pertencentes a diferentes famílias de metabólitos foram identificados. Os principais objetivos do treinamento de pesquisa de pós-doutorado no laboratório do Prof. Bugni na Escola de Farmácia da Universidade de Wisconsin serão: estudos químicos de simbiontes bacterianos associados às abelhas sem ferrão para descobrir novos compostos antimicrobianos e antiparasitários, usando diferentes técnicas de cultura, e fracionamento bio-guiado, uso de espectrometria de massa e análises de RMN. Este estágio está de acordo com o projeto FAPESP Postdoctoral.