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Efeitos no mercado de trabalho de uma contração de crédito: uma análise baseada em microdados

Processo: 18/20914-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 14 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 29 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Economia Monetária e Fiscal
Pesquisador responsável:Marco Antonio Cesar Bonomo
Beneficiário:Marco Antonio Cesar Bonomo
Anfitrião: Heitor Vieira de Almeida Neto
Instituição-sede: Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Illinois at Urbana-Champaign, Estados Unidos  
Assunto(s):Economia monetária

Resumo

Esse projeto visa investigar a transmissão de uma contração de crédito para o mercado de trabalho. Exploramos os efeitos da crise internacional de 2008-9 no Brasil. O contágio no Brasil se deu apesar do mercado de crédito ser dominado por bancos sólidos e de não haver inicialmente uma crise no setor imobiliário brasileiro. Com base numa base de dados única conectando bancos a firmas e firmas a trabalhadores, investigamos toda a cadeia de transmissão de bancos a trabalhadores. Os dados da SCR (do Banco Central do Brasil) contêm todos os empréstimos de bancos a firmas (acima de 5 mil reais), e os da RAIS contém dados detalhados do mercado de trabalho de todas as firmas e trabalhadores formais. Numa primeira etapa documentamos a transmissão da contração de crédito às firmas. Construímos variações exógenas na oferta de crédito explorando as relações dos bancos com a firmas antes da crise, de forma similar a Bartik (1991). Como a oferta de crédito dos bancos às firmas depende de variações no seu balanço (por exemplo, liquidez do seu ativo) não ocasionadas pelas firmas com quem se relaciona, consideramos adicionalmente uma estratégia de variáveis instrumentais explorando variações de em alguns desse itens (por exemplo, liquidez). Nossos resultados preliminares mostram que a contração de crédito teve um efeito economicamente e estatisticamente significante na oferta de crédito às firmas. Assim, firmas que eram conectadas com bancos que sofreram uma redução de liquidez, tiveram sua oferta de crédito reduzida. A seguir, estimamos o efeito da redução da oferta de crédito das firmas no nível de emprego. Nossos resultados preliminares indicam que firmas que tiveram sua oferta de crédito mais reduzida tiveram maior redução no seu nível de emprego. Esse efeito heterogêneo nas firmas gera, por sua vez, um impacto heterogêneo no mercado de trabalho, pois os trabalhadores têm uma relação ainda mais persistente com as firmas do que as firmas com os bancos. Nossa base de dados detalhada do mercado de trabalho formal permite-nos investigar como a probabilidade de demissão, e a variação do salário do trabalhador varia dependendo de características do trabalhador como educação, tempo de vínculo com a empresa, idade, etc. Além disso, nosso projeto envolve estudar também a persistência dos efeitos no mercado de trabalho.