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Estudo piloto para o desenvolvimento de uma amplificação para a detecção e quantificação de Plasmodium malariae

Processo: 18/20615-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Pesquisador responsável:Thelma Suely Okay
Beneficiário:Emilly Henrique dos Santos
Instituição-sede: Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Plasmodium malariae   Reação em cadeia da polimerase em tempo real   Malária   Biologia molecular

Resumo

A malária continua sendo a infecção mais prevalente no mundo, causando grande mortalidade em crianças de até 5 anos de idade vivendo em zonas endêmicas. No Brasil, a malária mais prevalente é a causada por Plasmodium vivax, seguida de P. falciparum, associada a maior morbimortalidade. A malária por P. malariae e a menos prevalente (0,5-1%), frequentemente assintomática e apresenta baixa morbimortalidade. Na gota espessa P. malariae pode ser facilmente confundido com P. vivax devido a características morfológicas comuns, passando muitas vezes despercebido em infecções mistas. Poucos parasitos podem não ser detectados até mesmo por nested-PCR. Desta forma, é possível presumir que casos de malária causados por P. malariae possam estar sendo subnotificados. O presente estudo piloto pretende delinear primers na sequência que codifica o gene mitocondrial citocromo b oxidade (cyt b) pelo fato de ser um gene com maior número de cópias/parasito que o 18S rRNA, utilizado preferencialmente no diagnóstico e especiação de Plasmodium. Pretendemos desenvolver uma ferramenta molecular quantitativa mais rápida, sensível e específica que a nested-PCR. Para a seleção de primers usaremos a técnica de PCR-ASO (Allele Specific Oligonucleotide), em amplificações quantitativas (qPCR-ASO). Trata-se de um desafio técnico considerável uma vez que a sequência de cyt b possui mais de 90% de similaridade entre as espécies. Após a etapa de padronização, validaremos a qPCR-ASO testando no mínimo 30 amostras com diagnóstico e espécie definidos, e o teste de MacNemar determinará a concordância ou discordância entre os resultados obtidos com os testes de referência (gota espessa e nested-PCR) em relação aos resultados da qPCR-ASO.