Busca avançada
Ano de início
Entree

Identificação por phage display de candidatos vacinais para esquistossomose mansônica baseada na auto-cura de macacos rhesus (Macaca mulatta)

Processo: 18/18117-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Helmintologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Sergio Verjovski Almeida
Beneficiário:João Vicente de Morais Malvezzi
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia computacional   Phage display

Resumo

Indivíduos do gênero Schistosoma são hemoparasitas causadores das esquistossomoses distribuídas mundialmente. A doença afeta mais de cem milhões de pessoas. No Brasil, o agente etiológico da esquistossomose é o Schistosoma mansoni. Desde a publicação em 2003 do transcritoma da espécie, foi obtido pouco sucesso nos testes de candidatos vacinais, sendo necessários novos métodos para reconhecer novos alvos candidatos. Uma abordagem é a utilização de macacos rhesus como modelo de estudo, que é capaz de curar-se espontaneamente da infecção por Schistosoma. Este projeto envolve a realização de análises bioinformáticas essenciais para explorar os dados que serão obtidos com uma nova tecnologia de phage display com oligonucleotídeos sintéticos, que fará um screening de anticorpos de macacos rhesus infectados e auto-curados, utilizando pela primeira vez o macaco como modelo para esta nova tecnologia. Os oligonucleotídeos sintéticos da biblioteca de phage display representam, com mesma abundância, todos os fragmentos de todas as proteínas que possuem sequência conhecida do parasita, permitindo um screening não-enviesado de todos os anticorpos dos macacos rhesus que medeiam a auto-cura. Para a análise dos dados deste phage display será usado sequenciamento em larga-escala dos fagos capturados pelas amostras de soro de cada um de 11 macacos infectados, que foram colhidas em diversos tempos ao longo da infecção e cura. Serão feitas análises de correlação e agrupamento de dados em larga-escala sobre a abundância relativa das sequências recuperadas nos fagos capturados por cada macaco em cada tempo. Provavelmente essas proteínas alvejadas pelo macaco são críticas para sobrevivência do parasita. Assim, esperamos identificar um grupo de novos peptídeos antigênicos do parasita, que possam ser testados em estudos futuros para o desenvolvimento de uma vacina contra a esquistossomose.