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Narrador-eu e persona literária nas crônicas de Machado de Assis e nos ensaios de Charles Lamb

Processo: 18/00812-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Comparada
Pesquisador responsável:Lucia Granja
Beneficiário:Daniel Lago Monteiro
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Machado de Assis

Resumo

A pesquisa pretende estudar as afinidades entre os ensaios de Charles Lamb (1775-1834), sobretudo a obra Essays of Elia, publicada de forma seriada em The London Magazine, e as séries de crônicas de Machado de Assis (1839-1908), a fim de observar o comportamento uniforme de um narrador-eu, que costura os acontecimentos cotidianos à luz de suas memórias e experiências de vida. Seja pelo uso de pseudônimos ou do anonimato, tanto Lamb quanto Machado desenvolveram em suas publicações seriadas um narrador que em partes corresponde a uma projeção deles mesmos, em partes a uma persona literária ficcional. Portanto, a pesquisa pretende retomar um debate caro a uma geração de intelectuais brasileiros que se debruçaram sobre as semelhanças formais entre o ensaio de periódico inglês, também conhecido por familiar essay, e um tipo de crônica que se desenvolveu no Brasil no século XIX. Ambos, o familiar essay e a crônica brasileira, segundo apontaram esses intelectuais - Vinicius de Moraes, Afrânio Continho, Alexandre Eulálio, Eugênio Gomes, entre outros -, se afinam pelo tom leve, irônico, familiar e confessional, voltados para as miudezas do cotidiano. No caso específico desta pesquisa, os ensaios de Lamb e a crônica machadiana, trabalharemos com a hipótese de que os temas vários em suas séries, colhidos de suas andanças e voltas pela vida e pelos jornais, aglutinam-se pela presença marcante de uma voz unificadora que reelabora poeticamente as memórias pessoais e coletivas.