Busca avançada
Ano de início
Entree

Racialização e experiências de cidadania nos primeiros anos da República brasileira: um estudo de caso dos clubes sociais rio clarenses

Processo: 18/20291-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Mário Augusto Medeiros da Silva
Beneficiário:Pedro de Castro Picelli
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Pensamento social   Racismo   Associativismo   Memória coletiva

Resumo

Realizando um estudo de caso da experiência dos clubes sociais de Rio Claro- SP, entre os anos de 1900 e 1960, segundo as práticas associativas de agremiações de lazer "brancas"- Philarmônica (1879), Grêmio Recreativo da Companhia Paulista de Ferro (1896), Grupo Ginástico (1919), de sociedades "negras"- Sociedade Beneficente Recreativa José do Patrocínio (1960) e Tamoio F.C (1951) -e das equipes de futebol da cidade- Rio Claro F.C (1909) e A.E Velo Clube (1910) -, propõe-se como pesquisa de mestrado pensar as formas de reestruturação do espaço social em consonância às vivências de liberdade e cidadania disputadas no período pós-abolicionista e republicano na cidade, tendo como plano de fundo as transformações nas práticas de sociabilidade predominantes no século XIX. Irá se orientar a reflexão pelos usos sociais da categoria "raça" na cidade, apoiadas nas vivências dos clubes sociais "negros", "brancos" e de futebol como uma das possíveis fontes de estudo sobre a racialização do espaço social republicano e da busca por garantia de cidadania no Brasil. Para realização da proposta, se debruçará sobre fontes primárias de pesquisa, como atas e registros dos clubes, e de fontes secundárias contidas em arquivos e bibliotecas, como jornais da época e bibliografia já produzida, além da realização de entrevistas com membros destes clubes. Tem-se como hipótese central de trabalho que o novo espaço social é construído em bases reelaboradas de exclusão social articuladas principalmente às práticas e discursos de ordem étnico-racial para legitimar e orientar mecanismos de dominação social que se ocupariam de constituir a branquitude como "um lugar estrutural de onde o sujeito branco vê os outros, e a si mesmo", encontrando nas práticas dos clubes sociais dimensão prática desta rearticulação empírica da categoria raça e dos significados das experiências de liberdade e cidadania na República brasileira.