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Diferenças de sexo no efeito da Obesidade Abdominal Dinapênica sobre as trajetórias do declínio de mobilidade e função de membros inferiores em pessoas maiores de 50 anos

Processo: 17/26377-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Tiago da Silva Alexandre
Beneficiário:Roberta de Oliveira Máximo
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Obesidade abdominal   Extremidade inferior   Limitação da mobilidade   Idosos

Resumo

Isoladamente, a Obesidade e a dinapenia são fatores de risco para declínio de mobilidade e função de membros inferiores em idosos. Além disso, idosos que apresentam Obesidade Abdominal Dinapênica, combinação de Obesidade Abdominal com dinapenia, evoluem com pior trajetória de incapacidade em atividades básicas e instrumentais de vida diária, apresentam maior risco de síndrome metabólica, distúrbio do metabolismo dos lipídeos e da glicose e maior risco de mortalidade do que aqueles com somente Obesidade Abdominal ou somente dinapenia. Entretanto, existem poucas evidências epidemiológicas demonstrando o efeito da Obesidade Abdominal dinapênica sobre as trajetórias do declínio de mobilidade e função de membros inferiores em pessoas com mais de 50 anos de idade. Ademais, nenhum estudo analisou diferenças de sexo em tais trajetórias. Dessa forma, os objetivos da presente proposta são: 1) analisar o efeito da Obesidade Abdominal Dinapênica sobre a trajetória do declínio de mobilidade; 2) analisar o efeito da Obesidade Abdominal Dinapênica sobre a trajetória do declínio de função de membros inferiores e 3) analisar diferenças de sexo nessas trajetórias. Para tal, graças a uma parceria do orientador da presente proposta com o Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College London (UCL) serão utilizados os dados longitudinais do English Longitudinal Study of Ageing - ELSA composta de 7.666 indivíduos com mais de 50 anos de idade. A linha de base do estudo será a onda de 2004/2005 e, a título de acompanhamento, serão utilizados os dados das ondas de 2008/2009 e 2012/2013, resultando em 8 anos de follow-up. A mobilidade será avaliada pela velocidade de caminhada em metros/segundo e a função de membros inferiores será avaliada pelo Short Physical Performance Battery (SPPB). A Obesidade Abdominal será definida para valores de circunferência de cintura > 102 cm para homens e > 88 cm para mulheres e a dinapenia será considerada para valores de força de preensão manual < 26 kg para homens e < 16 kg para mulheres. Os participantes serão classificados como (0) não obesos abdominais/não dinapênicos; (1) obesos abdominais/não dinapênicos; (2) não obesos abdominais/dinapênicos e (3) obesos abdominais dinapênicos. O efeito da Obesidade Abdominal Dinapênica, por sexo, nas trajetórias do declínio de mobilidade e função de membros inferiores ao longo de 8 anos de acompanhamento serão analisadas através dos modelos mistos lineares generalizados. Fatores socioeconômicos, neuropsiquiátricos, hábitos de vida, medicamentos em uso, estado de saúde, quedas, hospitalização e funcionalidade serão consideradas variáveis de controle. A hipótese do presente estudo é que mulheres com Obesidade Abdominal Dinapênica apresentem maior declínio da mobilidade e da função de membros inferiores do que os homens. (AU)