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Caracterização molecular dos efeitos in vivo da metaloproteinase hemorrágica HF3: análises do proteoma do tecido muscular de camundongos

Processo: 18/06751-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Solange Maria de Toledo Serrano
Beneficiário:Eric Junqueira Brito Pereira
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07467-1 - CeTICS - Centro de Toxinas, Imuno-Resposta e Sinalização Celular, AP.CEPID
Assunto(s):Proteômica   Proteoma   Hemorragia   Inflamação   Metaloproteases   Venenos de serpentes

Resumo

Envenenamentos decorrentes de acidentes ofídicos configuram um agravo de grande importância, tendo em vista sua severidade e o alto número de mortes que ocasionam a cada ano. No Brasil, serpentes do gênero Bothrops são responsáveis por mais de 70% dos acidentes ofídicos e o envenenamento causado por elas frequentemente promove dor intensa, edema, hemorragia, necrose, alterações na coagulação sanguínea, distúrbios cardiovasculares e falência renal. Estes sintomas estão relacionados à composição de seus venenos, que são ricos em peptídeos e enzimas, sendo as metaloproteinases (Snake Venom Metalloproteinases; SVMPs), toxinas muito importantes na instalação do quadro clínico decorrente do envenenamento. As SVMPs apresentam atividade catalítica dependente de zinco e frequentemente estão associadas a eventos hemorrágicos locais e sistêmicos, decorrentes de sua capacidade de degradar componentes de membrana basal de capilares e de alterar a hemostasia em mamíferos. O fator hemorrágico 3 (HF3) é uma potente SVMP hemorrágica e miotóxica, isolada do veneno de Bothrops jararaca. Estudos com esta toxina mostraram que ela pode degradar componentes da matriz extracelular, do citoesqueleto, e proteínas plasmáticas. Também foi mostrado que HF3 promove eventos pró-inflamatórios, como a atividade fagocitária de macrófagos e o rolamento de leucócitos. Neste contexto, o presente projeto tem como objetivo aprofundar a caracterização molecular da hemorragia e da miotoxicidade induzidas por HF3, as quais são aspectos importantes para melhor entender os fenômenos envolvidos no envenenamento por serpentes. Dessa forma, será avaliado o tecido muscular de camundongos injetados com HF3 para: (1) Caracterizar o proteoma e o peptidoma; (2) Verificar a abundância de proteínas envolvidas em inflamação e morte celular; (3) Verificar a ativação de colagenases; (4) Avaliar dano ao DNA relacionado à geração de espécies reativas de oxigênio. Com isso pretende-se ampliar o conhecimento sobre os alvos moleculares do HF3 e as prováveis vias de sinalização envolvidas na geração de hemorragia e miotoxicidade. (AU)