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Metagenômica do microbioma associado à alga marinha Sargassum spp. (Phaeophyceae)

Processo: 18/17843-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 31 de maio de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:Mariana Cabral de Oliveira
Beneficiário:Inara Regina Wengratt Mendonça
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Microbiota   Macroalgas   Sargassum   Metagenômica   Sequenciamento de nova geração   Santa Catarina   São Paulo   Bahia

Resumo

O objetivo principal deste projeto é reconhecer a comunidade bacteriana que vive associada à macroalga marinha Sargassum, e compreender como esta comunidade varia entre estruturas do talo, populações, latitudes e hábitos de vida. Trabalhos recentes têm demonstrado a importância das bactérias associadas às algas devido à produção de bioativos que influenciam na proteção, assentamento, crescimento vegetativo e até mesmo na reprodução das algas. Sargassum é um gênero de Phaeophyceae amplamente distribuído, com importância ecológica e econômica, mas para o qual pouco se sabe sobre o seu microbioma associado. O gênero Sargassum apresenta formas bentônicas e holopelágicas. Nos últimos anos, aglomerados de Sargassum holopelágico arribaram em regiões costeiras do Norte e Nordeste do Brasil formando as chamadas marés douradas. Neste projeto, compararemos o microbioma do Sargassum holopelágico arribado com o do Sargassum bentônico local. Para tal estudo, será utilizado um delineamento amostral hierarquizado que permitirá não apenas descrever o microbioma, mas investigar as escalas de variação. As coletas de Sargassum bentônico (S. vulgare) serão realizadas em Santa Catarina, São Paulo e Bahia. As coletas de Sargassum holopelágico (S. natans) se darão em Salinólopolis/PA onde ocorrem arribadas. Para a identificação do microbioma destas estruturas do talo serão feitas sequências metagenômicas do 16S rRNA. As sequências produzidas serão analisadas utilizando pipelines, e a partir do número de OTUs gerados será possível executar análises estatísticas para avaliar variação entre os diferentes níveis amostrais. Os resultados obtidos permitirão a comparação do microbioma em termos qualitativos e quantitativos. (AU)