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Prevenção de danos à via colinérgica em células da medula após exposição por curto período à dieta hiperlipídica: o efeito da suplementação com ácido graxo ômega 3, EPA e DHA

Processo: 18/18832-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Marcio Alberto Torsoni
Beneficiário:Letícia Sanches Contieri
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Assunto(s):Dieta hiperlipídica   Medula óssea   Colinérgicos   Ácidos graxos ômega-3   Citocinas   Camundongos   Western blotting

Resumo

Sinais inflamatórios oriundos da periferia são transmitidos ao sistema nervoso central através do braço aferente do nervo vago e culminam em uma resposta anti-inflamatória através do braço eferente do nervo vago. Este mecanismo é conhecido como reflexo anti-inflamatório colinérgico e promove a liberação de acetilcolina pelo terminal nervoso que ativa receptores colinérgicos do tipo nicotínico (±7nAChR) em células alvo. A ativação destes receptores reduz a produção de citocinas pró-inflamatórias em diferentes tipos celulares. Em camundongos a ativação farmacológica do receptor leva a uma redução da inflamação e ao aumento da sobrevida em modelo de sepse. Dados do nosso grupo mostram que animais que consumiram dieta rica em gorduras saturadas por curto período de tempo apresentam prejuízo da resposta anti-inflamatória colinérgica com redução da expressão do receptor ±7nAChR em células da medula óssea. Essa alteração da expressão do receptor ±7nAChR em monócitos parece favorecer sua polarização para macrófagos com perfil inflamatório (macrófagos tipo M1). Em outros modelos inflamatórios investigados, tais como a exposição ao lipopolissacarídeo (LPS) ou ao palmitato a redução da expressão do receptor ±7nAChR é evidente, sugerindo que a redução na quantidade do receptor tem alguma relação com a ativação de vias inflamatórias. Ácidos graxos poli-insaturados do tipo ômega 3 tem importante papel anti-inflamatório através da interação com receptores do tipo GPR-120 localizados na membrana de macrófagos, por exemplo. Assim, hipotetizamos que a suplementação de ácidos graxo w3 pode prevenir os danos causados pelo consumo de dieta hiperlipídica e favorecer a polarização dos monócitos para o perfil anti-inflamatório (tipo M2). Para testar essa hipótese camundongos Swiss serão previamente suplementados com acido graxo w3 por 17 dias e consumiram dieta rica em gorduras saturadas do 15º ao 17º dia. Após sacrifício e isolamento das células da medula óssea serão avaliadas o número de células obtido, a expressão do receptor ±7nAChR, TNF-±, IL1-² e IL-6, das quimiocinas pró-inflamatórias CXCL2, CX3CL1, CCL2 e da fosforilação da proteína de sinalização STAT3. As análises de expressão serão realizadas por PCR em tempo real, Western Blotting e ELISA. Para avaliar a melhora na resposta inflamatória será realizado um teste de sobrevida dos animais após indução da sepse através da cirurgia de perfuração e ligadura do ceco (CLP).