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Efeitos do estresse precoce e da expressão do gene Egr1 na plasticidade sináptica hipocampal

Processo: 18/21240-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Norberto Garcia Cairasco
Beneficiário:Nayara Cobra Barreiro Barroca
Supervisor no Exterior: Harm J Krugers
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Amsterdam (UvA), Holanda  
Vinculado à bolsa:17/10484-6 - Estresse pós-traumático experimental: influência do estresse precoce e caracterização de circuitos neuronais, BP.MS

Resumo

Situações estressantes no início da vida (estresse precoce, ELS), como abuso ou negligência física, sexual e emocional, estão associadas a um maior risco de desenvolvimento de psicopatologias na vida adulta, como transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), o qual é desencadeado por evento traumático e caracterizado pelo processamento inadequado de informações emocionais, resultando em ansiedade, reavivências, comportamento de evitação e respostas hipervigilantes. O risco aumentado para o desenvolvimento de psicopatologia relacionada ao estresse pode estar relacionado a alterações induzidas por ELS na morfologia e função neuronal em áreas críticas para o processamento da memória emocional, como o hipocampo. Em particular, a função alterada do hipocampo tem sido relacionada à contextualização reduzida e, consequentemente, respostas de medo generalizadas. Uma questão crítica que permanece elusiva é como as mudanças no início da vida podem ter efeitos tão persistentes na função do hipocampo. Neste projeto, iremos testar o papel do gene early growth response 1 (Egr1), que regula funções sináptica, plasticidade sináptica e modificações epigenéticas de receptores hormonais. Dados preliminares do grupo da Universidade de Amsterdam (UvA) indicam que a expressão de Egr1 é afetada por ELS. No projeto principal de Mestrado, estamos avaliando se o estresse experimentado durante os primeiros períodos de desenvolvimento pós-natal está relacionado a maior resposta comportamental em um modelo experimental de TEPT e analisando os substratos neurobiológicos que podem estar relacionados à etiologia e evolução do transtorno. Neste Projeto-BEPE, pretendemos avaliar os impactos imediatos do ELS na plasticidade sináptica e sua relação com a expressão do gene Egr1. Para tanto, utilizaremos um modelo animal de estresse precoce (ELS), no qual há um cuidado materno anormal e fragmentado, e avaliaremos a plasticidade sináptica por avaliação eletrofisiológica. Posteriormente, modularemos a expressão de Egr1 em animais ELS utilizando ferramentas moleculares, visando reverter os possíveis impactos do ELS na função sináptica e na plasticidade. Esses estudos fornecerão um primeiro passo para descobrir as vias moleculares que levam à função neuronal alterada e a alterações comportamentais após o ELS.

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