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Velocidade e experiência: estudos gráfico-visuais da produção território urbano contemporâneo

Processo: 18/15322-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 31 de maio de 2019
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:David Moreno Sperling
Beneficiário:Gabriel Teixeira Ramos
Instituição-sede: Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Território   Rodovias   Região metropolitana   Campinas (SP)   Vale do Paraíba

Resumo

Este projeto de tese visa analisar criticamente relações possíveis entre velocidade e experiência na produção do território urbano contemporâneo. Compreende-se "velocidade" por meio de sua predominante articulação à lógica capitalista, globalizada, exclusivista (Santos, 1994; 2001) e vulgarizada pelo tempo como estratégia (Virilio, 1996). "Experiência urbana", por sua vez, é alcançada a partir de uma dimensão qualitativa, sensível e corporal, compreendendo que sua apreensão tem sido empobrecida, diminuída e docilizada (Jacques; Britto, 2012). Aposta-se que a "velocidade" condiciona a "experiência urbana" por meio de técnicas, discursos, articulações, práticas e formas de produção, de modo que tanto as relações quanto as formas de se lhes experimentar acabam por ela sendo moldadas. Isto se delineia fisicamente - como o caso das rodovias, que vêm sendo a forma, por excelência, em que se imprimem altas velocidades e por onde ocorrem os mais diversificados e contínuos investimentos financeiros - e, ao mesmo tempo, pulveriza-se, nas relações ocorridas a partir do avanço das tecnologias da informação e das incontáveis formas de se lhes experimentar, acoplando-se à hegemonia da "velocidade" enquanto "compressão tempo-espaço" (Harvey, 2006). Assim, destaca-se como estratégia de estudo, a escolha de um objeto empírico que comporte intensas e complexas relações entre fluxos, movimentos e permanências tanto em seu aspecto físico-territorial quanto imaterial, como a Rodovia Dom Pedro, que conecta a Região Metropolitana de Campinas ao Vale do Paraíba, e é caracterizada por contínuos processos de modernização, neoliberalização e financeirização do território. Dessa maneira, parte-se da hipótese de que há a "velocidade" que tende a submeter a um empobrecimento a "experiência urbana" contemporânea, podendo fragilizar relações socioespaciais, pulverizar o direito de circular e favorecer um desmanche territorial. Para essa compreensão, aposta-se em uma metodologia a indicar "totalidades provisórias" (Jameson, 1991), que, por meio de estudos gráfico-visuais de diferentes velocidades no território contemporâneo, exponha a hegemonia da "velocidade" e a existência de outras resistentes, relacionando-as às formas de uso e apropriação do território da Rodovia Dom Pedro. (AU)

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