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Ácido hexanoico como uma alternativa ao cobre na proteção de citros contra infecção pela bactéria Xanthomonas citri

Processo: 18/23297-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Henrique Ferreira
Beneficiário:Mario Nicolas Caccalano
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/50162-2 - Proteção das plantas com peptídeos antimicrobianos e galatos - Pro-Planta, AP.TEM
Assunto(s):Fitopatologia   Proteção de plantas   Divisão celular

Resumo

Brasil é líder mundial em produção de laranjas doce. Maioria desta produção está destinada ao mercado de suco, onde temos 80% de representatividade mundial. Apesar do sucesso, nossa citricultura está constantemente ameaçada por pragas e doenças. Dentre elas, o cancro cítrico asiático (ACC) aparece como uma das doenças infecciosas mais devastadoras. ACC é causada pela bactéria Gram-negativa Xanthomonas citri subsp. citri (X. citri), que afeta todas as variedade cultivadas de citros de interesse econômico e para a qual não existe cura. A incidência de ACC em São Paulo, estado maior produtor de laranjas do Brasil, chega a 63.14% em algumas regiões. De acordo com a nova legislação para controle da ACC, São Paulo é uma área de mitigação de risco (SMR); desta forma, controle de ACC é exercida mediante plantio de cultivares menos susceptíveis ao cancro, instalação de quebra-vento em pomares com o intuito de se evitar o espalhamento da bactéria, que se dissemina por ação combinada de ventos e chuva, e uso de sprays regulares do bactericida cobre. Cobre é bio-cumulativo e tóxico e resistência a este metal já foi relatada em linhagens de X. citri. Para minimizar este problema, pretendemos avaliar o potencial protetivo do ácido hexanóico contra X. citri e seu uso como alternativa ao cobre. Este ácido já foi testado e aparentemente é ativo contra esta bactéria. Entretanto, não há relatos sobre seus potenciais mecanismos de ação. Usaremos técnicas estabelecidas e desenvolvidas por nosso grupo para caracterizá-lo e medir seu possível envolvimento em processos de parada de divisão celular, erros de segregação cromossômica e perturbação de potencial de membrana.