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Filogenia e biogeografia do clado Barbacenia dos inselbergues (Velloziaceae)

Processo: 18/24297-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 28 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 27 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica
Pesquisador responsável:Renato de Mello-Silva
Beneficiário:Andressa Cabral
Supervisor no Exterior: Federico Luebert
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universität Bonn, Alemanha  
Vinculado à bolsa:17/09447-9 - Filogenia e biogeografia do clado Barbacenia inselbergs (Velloziaceae), BP.MS
Assunto(s):Evolução   Pandanales

Resumo

Velloziaceae compreende cinco gêneros e aprox. 250 espécies, com distribuição principalmente anfiatlântica. A maioria das espécies é Neotropical, e no Brasil, a família é representada por Barbacenia e Vellozia, compreendendo 213 espécies. Em reconstituições filogenéticas recentes utilizando inferência Bayesiana e de Parcimonia, Barbacenia formou dois clados basais. Um deles, o clado Barbacenia dos inselbergues, compreende apenas espécies endêmicas de inselbergs s.l. brasileiros, como Barbacenia fanniae, B. gounelleana, B. irwiniana, B. mantiqueirae, B. purpurea e B. spectabilis. Seu clado-irmão inclui as outras 44 espécies de Barbacenia analisadas, todas do Arquipélago Campo Rupestre, no centro/sudeste do Brasil. Diante deste cenário, este estágio tem como objetivo obter dados para compreender a história biogeográfica do clado Barbacenia dos inselbergues. Para estes estudos propomos: (i) utilizar inferências filogenéticas baseadas em dados moleculares e morfológicos do clado de Barbacenia dos inselbergs mais o grupo externo constituído por espécies de Barbacenia de Campos Rupestres e espécies de Vellozia, Barbaceniopsis, Xerophyta, Acantoclamys, Cyclanthaceae e Pandanaceae, para obter uma robusta árvore datada para esses terminais; (ii) reunir dados de localidades georreferenciadas e elaborar mapas de distribuição para as espécies; (iii) realizar análise de reconstrução da área ancestral. Esta proposta será desenvolvida durante uma BEPE no Nees-Institut für Biodiversität der Pflanzen, Universität Bonn, Alemanha, que abriga um importante grupo de pesquisas sobre sistemática e evolução de plantas, taxonomia, biogeografia e conservação.