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Estudos estruturais dos coiled-coils heteroméricos de septinas por espectroscopia de ressonância nuclear e Cristalografia de Raios-X

Processo: 18/19992-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular
Pesquisador responsável:Richard Charles Garratt
Beneficiário:Italo Augusto Cavini
Instituição-sede: Instituto de Física de São Carlos (IFSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Septinas   Ressonância magnética nuclear

Resumo

Septinas constituem uma conservada família de proteínas ligantes de nucleotídeo de guanina, estão envolvidas numa enorme gama de processos celulares e são capazes de montar heterofilamentos e polímeros altamente ordenados. As septinas encontradas em humanos são codificadas por 13 genes diferentes e são divididas em quatro grupos baseado em sua similaridade. O domínio C-terminal das septinas contém sequências características de coiled-coils de alfa-hélice cuja importância na formação e/ou manutenção dos complexos ainda não é totalmente entendida. Até o momento, a primeira e única estrutura cristalográfica de um heterocomplexo de septinas, o heterofilamento SEPT2-6-7, publicada em 2007, não contém informações sobre os domínios C-terminais - devido à ausência de densidade eletrônica nessas regiões. O projeto atual se propõe a obter informações estruturais dos domínios C-terminais de SEPT6 (e outras de seu grupo, SEPT8, 10, 11 e 14) e SEPT7 utilizando as técnicas de ressonância magnética nuclear e cristalografia de raios-X. Dentre nossos objetivos, busca-se determinar padrões de interação que estabilizem a interface do heterodímero coiled-coil SEPT6C-7C e dão seletividade à montagem do heterofilamento. Com a técnica de espectroscopia de ressonância magnética nuclear, espera-se obter eNOEs, distâncias interprotônicas até 5 Å, que indiquem a orientação relativa do heterodímero e permitam resolver sua estrutura em solução. Em paralelo, ensaios cristalográficos serão realizados com o intuito de obter um modelo tridimensional também por difração de raios-X. Um melhor conhecimento estrutural dos domínios C-terminais das septinas humanas certamente lançará luz sobre como essas proteínas se organizam e também sobre o porquê da existência das diversas isoformas encontradas em alguns organismos.