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Perfil de expressão das metaloproteinases da matriz na doença de Peyronie

Processo: 18/20885-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Sabrina Thalita dos Reis Faria
Beneficiário:Gabriela Queiroz Do Amaral
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Urologia   Induração peniana   Metaloproteinases   Reação tecidual   Fatores epidemiológicos

Resumo

A doença de Peyronie (DP) é uma patologia causado pela fibrose da túnica albugínea (TA) que provoca deformidade peniana, que pode se apresentar como pênis curvo, encurtado, estreito e doloroso às ereções. Os dados epidemiológicos referentes a essa patologia não são conclusivos mas após diversos trabalhos mais bem desenhados, alguns utilizando exames de imagem para avaliação da DP, considera-se que a prevalência na população masculina é de cerca de 9%A etiologia e os mecanismos biomoleculares da DP vem sendo amplamente estudados, já que ainda não se tem uma medicação com a eficácia desejada para o tratamento da doença. A hipótese amplamente aceita como etiologia das placas da DP é que elas se originam de microtraumas provocados com o pênis ereto em pacientes que tem uma predisposição genética para fibrose. O processo patológico que leva a formação de placas é uma cicatrização inadequada em que há uma fibrose tecidual com desorganização das fibras elásticas, associado a um acúmulo de fibrina e diferentes graus de inflamação. Na fase final do processo cicatricial, chamada de remodelação, acontece a quebra do colágeno e a sua reorganização. Nesse momento da cicatrização existe um balanço entre metaloproteinases da matriz (MMPs) e os fibroblastos, sendo que as primeiras degradam o colágeno, enquanto os segundos produzem a molécula. As MMPs podem ser estimuladas pela IL-1 e inibida pelos inibidores teciduais de metaloproteinases (TIMP) e inibidores fibrinolíticos, como a fibrina e o inibidor da ativação do plasminogênio (PAI-1). Assim sendo, os estudos moleculares atuais em DP se focam em entender o mecanismo de ação dos fatores pro-fibróticos e do grupo dos anti-fibróticos, assim como sua associação. Embora já existam trabalhos publicados avaliando o papel das MMPs na DP, os resultados são controversos, sendo necessários novos estudos para identificar o papel destas moléculas na fisiopatologia da DP e assim, possivelmente, alterar o curso do tratamento da doença. Desta forma, a proposta do estudo é analisar o perfil de expressão das metaloproteinases da Matriz (MMP) 1,2,3,8,9 e 13 em amostras teciduais de pacientes com doença de Peyronie (DP) e em pacientes sem doença (grupo controle), para tentarmos identificar se alguma dessas proteínas apresenta um padrão de expressão característico da doença.

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