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Rua da Carioca: preservação urbana e participação popular (Rio de Janeiro, anos 1960-1980)

Processo: 18/17139-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Eduardo Augusto Costa
Beneficiário:Bianca Tavares Martins
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Patrimônio cultural   Preservação arquitetônica   Movimentos sociais   Participação da comunidade   Tombamento (patrimônio)   Rio de Janeiro (RJ)

Resumo

A presente pesquisa pretende analisar o processo de preservação da Rua da Carioca nos anos 1960-1980 no contexto de preservação da área central do Rio de Janeiro, considerando-se a atuação do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) e dos esforços da sociedade civil visando preservar o conjunto de edifícios da rua. As diversas reformas urbanas da área central do Rio de Janeiro levaram à demolição constante ao longo de todo o século XX, como o arrasamento dos Morros do Castelo e Santo Antônio e a abertura das Avenidas Central e Presidente Vargas, dentre várias outras. O projeto da Avenida Norte-Sul (1949), que previa a destruição de parte do conjunto arquitetônico da Rua da Carioca para sua concretização, levou, no final da década de 1970, à mobilização da população para sua preservação. Forma-se pelos comerciantes locais, em 1978, a SARCA - Sociedade dos Amigos da Rua da Carioca e Adjacências, em favor da preservação dos imóveis da rua. Pretende-se, desta forma, discutir a relação entre sociedade civil e patrimônio cultural no contexto da redemocratização política do país. Neste período, os movimentos sociais vão assumir papel destacado, pressionando por preservações de porções da cidade do Rio de Janeiro na chave da identidade urbana e da qualidade de vida. A Rua da Carioca será tombada em 1984 na gestão de Leonel Brizola e será um marco das lutas urbanas. No mesmo ano foi feito um grande inventário da rua sob a coordenação de Pedro Alcântara, financiado pela Fundação Roberto Marinho, ao qual se seguirão diversas obras de restauração em imóveis da rua. O projeto pretende compreender a história das políticas de preservação da Rua da Carioca desde as lutas pela preservação legal até as estratégias de intervenção e restauro dos imóveis após o tombamento.