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A Concertação política do agronegócio e os direitos dos povos indígenas

Processo: 18/17886-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Maria Manuela Ligeti Carneiro da Cunha
Beneficiário:Caio Pompeia Ribeiro Neto
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Povos indígenas   Segurança alimentar

Resumo

Este projeto propõe a análise de estratégias de contestação dos direitos indígenas por agentes do agronegócio. Aprofundando a pesquisa realizada no doutorado, apresentam-se três objetivos que tratam de aspectos dessa contestação os quais têm recebido maior ênfase nos últimos anos: o estudo da organização e da atuação do Instituto Pensar Agropecuária, principal núcleo político de oposição a esses direitos; a análise crítica da narrativa de promoção da segurança alimentar no país e no mundo, elemento central do aparato de justificação daqueles atores em suas críticas à demarcação de Terras Indígenas; e a investigação, por meio de trabalho de campo, de um caso paradigmático de uso de área dos índios para a produção de soja em larga escala, com atenção especial para os desdobramentos dessa ação sobre o sistema agrícola local. O arranjo teórico-metodológico coloca em relação análises antropológicas sobre os direitos indígenas e os conhecimentos tradicionais, o modelo de descrição da formação e atuação de coletivos de representação da Antropologia do Político e a teoria da justificação da Sociologia Pragmática.