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Impacto de simbiótico na microbiota intestinal e comportamentos sociais associados às desordens do neurodesenvolvimento.

Processo: 18/26645-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 15 de setembro de 2019
Vigência (Término): 14 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Katia Sivieri
Beneficiário:Ana Luiza Rocha Faria Duque
Supervisor no Exterior: Mauro Costa-Mattioli
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Local de pesquisa: Baylor College of Medicine, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:17/01157-1 - Efeito de Psicobiótico no Transtorno do Espectro Autista, BP.DR
Assunto(s):Microbioma gastrointestinal   Probióticos   Transtorno do espectro autista   Modelos animais   Prebióticos   Comportamento social

Resumo

Um grande corpo de estudos pré-clínicos na literatura mostra um sistema de comunicação bidirecional que liga o intestino e o cérebro, conhecido como eixo intestino-microbiota-cérebro. Evidências recentes indicam que os microrganismos do intestino podem modular os comportamentos dirigidos pelo sistema nervoso central (SNC) de uma forma muito poderosa. Assim, a administração de probióticos está surgindo como nova alternativa terapêutica não invasiva potencial para tratar um grande número de distúrbios neurológicos. Especificamente, estudos recentes demonstraram que o tratamento com o probiótico Lactobacillus (L.) reuteri reverte os déficits sociais em vários modelos animais de camundongos autistas. No entanto, os outros sintomas associados à doença, como linguagem e comportamentos repetitivos, não são afetados pelo tratamento com L. reuteri. O objetivo deste trabalho é avaliar o efeito do L. reuteri em combinação com Vivinal® GOS, uma cepa probiótica que modula a microbiota intestinal e reverte os déficits sociais, em um modelo animal que apresenta o transtorno do espectro autista (TEA) (camundongos Shank3B-/-). Resumidamente, os camundongos Shank3B-/- serão divididos em 5 grupos de tratamento: 1: camundongos controle WT, 2: camundongos Shank3B-/- tratados com PBS; 3: camundongos Shank3B-/- tratados com L. reuteri; 4: camundongos Shank3B-/- tratados com Vivinal® GOS; 5: camundongos Shank3B-/- tratados com L. reuteri e Vivinal® GOS. Avaliaremos se os diferentes tratamentos: a) alteram a composição da microbiota intestinal de camundongos Shank3B-/- pela análise do sequenciamento do gene 16S rRNA, b) revertem os sintomas do autismo (linguagem e comportamentos sociais e repetitivos) em camundongos Shank3B-/- e c) alteram os níveis de ocitocina em camundongos Shank3B-/-. O conhecimento adquirido neste estudo ajudará a definir os mecanismos moleculares e celulares básicos subjacentes ao autismo. Além disso, também poderá levar ao desenvolvimento de novos tratamentos não invasivos baseados em probióticos para pacientes que sofrem de autismo e distúrbios relacionados.

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DUQUE, ANA LUIZA ROCHA FARIA; DEMARQUI, FERNANDA MANAIA; SANTONI, MARIANA MARCHI; ZANELLI, CLESLEI FERNANDO; ADORNO, MARIA ANGELA TALLARICO; MILENKOVIC, DRAGAN; MESA, VICTORIA; SIVIERI, KATIA. Effect of probiotic, prebiotic, and synbiotic on the gut microbiota of autistic children using an in vitro gut microbiome model. Food Research International, v. 149, NOV 2021. Citações Web of Science: 1.

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