Busca avançada
Ano de início
Entree

Silenciamento e superexpressão da paracoccina em Paracoccidioides Brasiliensis: efeito na polarização de macrófagos

Processo: 18/21171-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Nayla de Souza Pitangui
Beneficiário:Alany Cristina da Silva Nunes
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Macrófagos   Matriz extracelular   Paracoccidioides brasiliensis   Quitinases   Lectinas   Virulência   In vivo   Técnicas in vitro

Resumo

Espécies do gênero Paracoccidioides spp. são fungos patogênicos, termodimórficos e agentes etiológicos da Paracoccidioidomicose (PCM), a principal micose da América Latina. O indivíduo infectado com Paracoccidioides spp. desenvolve uma resposta contra o fungo como forma de eliminá-lo do organismo. A resistência à infecção por P. brasiliensis está associada à secreção de altos níveis de TNF-± e IFN-³. Há muitos esforços para caracterizar componentes fúngicos importantes para sua virulência, utilizando técnicas de silenciamento gênico em diferentes fungos patogênicos. Nosso grupo identificou a lectina paracoccina como um componente de leveduras de P. brasiliensis, que é alvo deste projeto. Esta lectina se liga a N-Acetilglucosamina, contribui para o crescimento do fungo e para sua adesão à matriz extracelular. Além disso, induz macrófagos a produzirem TNF-± e altas concentrações de NO e interage com TLR2 e TLR4. O silenciamento e a superexpressão gênica da paracoccina mostrou que essa quitinase é um importante fator de virulência em P. brasiliensis. Considerando a relevância dos papéis biológicos desempenhados por paracoccina, propomo-nos estudar a polarização de macrófagos murinos in vitro e in vivo após estímulo com as linhagens de P. brasiliensis wt-PCN, ov-PCN e kd-PCN e a carga fúngica no pulmão dos animais infectados. Os resultados obtidos podem contribuir para o entendimento da participação da paracoccina na biologia do fungo e no curso da PCM experimental.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: