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Investigação de Marcadores da Neuroinflamação em Ratos MAM Tratados com N-Acetil-L-Cisteína

Processo: 18/22079-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Cristiane Otero Reis Salum
Beneficiário:Thiago Takechi Ohno Bezerra
Instituição-sede: Centro de Matemática, Computação e Cognição (CMCC). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Esquizofrenia   Neuroinflamação   Hipocampo

Resumo

As causas da esquizofrenia permanecem desconhecidas. Alguns fatos bem estabelecidos são a hiperfunção dopaminérgica e a hipofunção do sistema glutamatérgico em regiões específicas. Um achado que evidencia modificações neuroquímicas é a perda da expressão de interneurônios GABAérgicos parvalbumina positivos (PV+). Além disso, verifica-se a redução da glutationa (GSH) em análises post-mortem de encéfalos de pacientes esquizofrênicos, levantando a relação dos processos oxidativos com o distúrbio. Neste sentido, vários estudos indicam melhoras em alguns sintomas da esquizofrenia quando utilizado o precursor do GSH, N-acetil-L-cisteína (NAC), como tratamento coadjuvante. A síntese de GSH ocorre principalmente em astrócitos que podem ser identificados através da expressão da proteína glial fibrilar ácida (GFAP). Dado que astrócitos tem um papel fundamental no metabolismo sináptico de vários neurotransmissores, sua disfunção tem sido associada com fatores imunológicos e inflamatórios na esquizofrenia. Vários modelos animais para o estudo da esquizofrenia apresentam aumento da expressão de GFAP em diferentes áreas cerebrais e da ativação da micróglia, observada através da expressão da proteína adaptadora de cálcio ionizado ligado 1 (Iba-1). O modelo baseado no distúrbio do neurodesenvolvimento através da administração de acetato de metilazoximetanol (MAM) em ratas no 17º dia de gestação tem sido bastante utilizado para o estudo da esquizofrenia, por induzir várias alterações semelhantes àquelas observadas nesta doença. Porém, ainda não foi foram verificadas as expressões de GFAP e IBA no mesmo. Estudo recente de nosso grupo verificou que a administração do antioxidante NAC nos animais deste modelo foi capaz de reverter os déficits comportamentais observados. Este projeto pretende investigar no hipocampo de animais do modelo MAM: 1) se o tratamento crônico com NAC reverte também as alterações observadas na expressão de parvalbumina; 2) se o MAM altera a expressão dos marcador astrocitário, GFAP, e glial IBA1 e se tratamento com NAC é capaz de reverter estas alterações.