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Desenvolvimento de modelos preditivos para a dinâmica de transmissão e dispersão espacial da febre amarela silvestre no Brasil

Processo: 18/18751-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Mauro Toledo Marrelli
Beneficiário:Antônio Ralph Medeiros de Sousa
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Febre amarela silvestre   Modelos baseados em agentes

Resumo

O mais recente surto de febre amarela silvestre tem provocado um número expressivo de casos humanos e epizootias em primatas na região sudeste do Brasil, incluindo notificações em áreas antes consideradas livres da doença, a exemplo da Região Metropolitana de São Paulo. O desenvolvimento de modelos que busquem simular e predizer a dinâmica de transmissão e dispersão do vírus da febre amarela pode ser uma alternativa tanto para testar quanto para propor novas hipóteses sobre a ecologia e epidemiologia da doença, tendo ainda a capacidade de apontar questões prioritárias a serem investigadas em estudos empíricos e predizer situações de risco. Os Modelos Baseados em Agentes têm sido utilizados em diversas áreas da ciência, dado o seu potencial em representar de forma dinâmica a heterogeneidade espacial, a complexidade das interações entre indivíduos e os padrões que emergem de tais interações. A presente proposta tem por objetivo o desenvolvimento de Modelos Baseados em Agentes para testar hipóteses e predizer o comportamento de transmissão e dispersão da febre amarela silvestre. Utilizando uma linguagem de programação orientada a objetos, será construído um cenário em que o vírus circule entre agentes individuais representados por hospedeiros vertebrados e vetores de diferentes ambientes. Estes modelos serão parametrizados, validados e integrados a um Sistema de Informação Geográfica, permitindo simular a dinâmica de transmissão sobre uma representação explicita do ambiente físico no qual a atividade viral tem sido observada. Serão testadas hipóteses relacionadas ao risco de reurbanização da febre amarela e sobre o papel que o ser humano exerce na dispersão do vírus.