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Essência e necessidade metafísica no Livro II dos Segundos Analíticos de Aristóteles

Processo: 18/21898-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Lucas Angioni
Beneficiário:Davi Heckert Cesar Bastos
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Filosofia antiga

Resumo

Aristóteles desenvolve uma complexa filosofia da ciência ao longo dos Segundos Analíticos. Para ele, para que algo seja um conhecimento científico, este algo precisa estar no tipo correto de relação com o mundo, e deve captar de forma adequada as causas [aitiai] que fundamentam certas relações na realidade. Sua teoria da demonstração científica busca estruturar como deveria ser organizado esse conhecimento científico: em silogismos corretos com um explanandum predicativo e uma aitia, o termo mediador, que explica apropriadamente por que o explanandum é como é. Recuso interpretações da teoria aristotélica da demonstração como puramente formal e dedutiva, sem teor explanatório. Antes, defendo que Aristóteles possui uma noção de essência como sendo fator explanatório, e essa noção é dependente do contexto de uso [context-dependent]. Entendo que a essência é designada por Aristóteles não apenas pelos termos 'ousia' e 'to ti ên einai', mas também por 'aquilo que a coisa é' [to ti esti]. Defendo que, para Aristóteles, a essência fundamenta um tipo específico de necessitação (que difere da necessitação lógica e da necessitação predicativa), a necessitação de uma proposição por outra devido à uma explicar apropriadamente a outra (cf. Angioni,2014b). Nisso, alguns filósofos contemporâneos como Kit Fine (1994) e Benjamin Schnieder (2006) têm se aproximado de Aristóteles.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DAVI BASTOS. A Teoria da Demonstração Científica de Aristóteles em Segundos Analíticos 1.2-9 e 1.13. ARCHAI-REVISTA DE ESTUDOS SOBRE AS ORIGENS DO PENSAMENTO OCIDENTAL, n. 30, p. -, 2020.

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