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A emigração e os estudos russos: transferências e diálogos França-América Latina

Processo: 18/23276-5
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 23 de agosto de 2019
Vigência (Término): 22 de março de 2020
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Comparada
Pesquisador responsável:Bruno Barretto Gomide
Beneficiário:Bruno Barretto Gomide
Pesquisador Anfitrião: Monica Raisa Schpun
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), França  
Assunto(s):Literatura russa
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Emigração na Argentina | Emigração no Brasil | Eslavística francesa | Intelectuais russos na França | Literatura Russa | Migrações russo-soviéticas | Literatura russa

Resumo

Esta pesquisa trata do papel da emigração eslava, báltica e judaica em processos de transferência cultural, recepção e circulação da literatura de expressão russa na França e na América Latina. Serão priorizados os casos do Brasil e da Argentina (os dois países que receberam o maior volume de emigração daquelas regiões e nos quais a atuação dos críticos, editores e tradutores emigrados foi mais expressiva) no período posterior à Revolução Russa de 1917 e até a década de 1960, quando surgem no continente sul-americano as primeiras experiências de institucionalização universitária dos estudos literários russos. O contexto francês, e, especificamente, de Paris, a "capital" da emigração que estabeleceu os nexos mais relevantes com a América Latina, será o objeto específico da bolsa que ora solicito. Proponho recolher fontes críticas e documentais sobre três conjuntos de circuitos intelectuais: 1) os emigrantes que foram a bibliografia de referência para os estudos russos latino-americanos nas décadas de vinte a quarenta (Troyat, Berdiáiev, Weidlé, Pozner, Levinson); 2) os emigrantes que vieram para o Brasil e a Argentina depois de passarem uma etapa intermediária na França (Chostakóvski, Emmanuel de Bennigsen); 3) a atuação crítica e institucional de pesquisadores emigrados que foram importantes para a formação da eslavística profissional francesa, de grande repercussão na América Latina. Destaque será dado para a trajetória de Alexandre de Bennigsen, fundador do Centro de Estudos da Rússia, Cáucaso e Europa Central (CERCEC) da EHESS. O objetivo da pesquisa é produzir, a curto prazo, um mapeamento sistemático do tema e uma monografia; a médio prazo, um perfil crítico-biográfico de Boris Schnaiderman.

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