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Emprego de materiais reativos na sorção de metais potencialmente tóxicos e avaliação da bioacessibilidade e toxicidade após retenção

Processo: 19/00275-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 15 de maio de 2019
Vigência (Término): 14 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Saneamento Ambiental
Pesquisador responsável:Valéria Guimarães Silvestre Rodrigues
Beneficiário:Jacqueline Zanin Lima
Supervisor no Exterior: Eduardo Anselmo Ferreira da Silva
Instituição-sede: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universidade de Aveiro (UA), Portugal  
Vinculado à bolsa:17/16961-0 - Emprego de composto orgânico e turfa na retenção de PB, Zn e Cd e avaliação da possível disponibilidade, toxicidade e bioacessibilidade destes metais após retenção, BP.DR
Assunto(s):Contaminação   Sorção   Biocarvão

Resumo

A mineração pode modificar drasticamente o equilíbrio do ciclo geoquímico natural dos metais potencialmente tóxicos, acarretando na intensa contaminação por tais elementos. Diante disso, uma alternativa é o emprego dos chamados materiais reativos, que se destacam pela sua reconhecida capacidade de retenção de contaminantes metálicos. Eles podem ser empregados tanto na construção de barreiras selantes e de cobertura, como em melhoramentos de solos contaminados por resíduos de mineração. Nesta perspectiva, a caracterização e o estudo da capacidade de sorção de metais (chumbo - Pb, zinco - Zn e cádmio - Cd) por diferentes tipologias de materiais reativos (turfa, composto e biocarvão) já estão sendo realizados no Doutorado desenvolvido no Brasil, na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP). No entanto, uma vez que estes materiais já tenham retido os metais contaminantes, é fundamental conhecer seu potencial de remobilização e consequente influência na biota e na saúde humana. Esse tipo de informação é essencial no entendimento dos futuros impactos que esses elementos podem vir a causar ao meio ambiente e devem ser considerados antes mesmo que os materiais sejam aplicados em condições naturais. Nessa perspectiva, o Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE), no Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro (Portugal), sob supervisão do Prof. Dr. Eduardo Anselmo Ferreira da Silva, permitirá inicialmente a execução de ensaios visando determinar a capacidade de imobilização de arsênio (As) por estes materiais reativos, um elemento extremamente tóxico e que também deveria ser analisado por estar frequentemente associado aos resíduos de mineração, mas que não está em rotina no equipamento de absorção atômica que vem sendo utilizado no Brasil. Na sequência, está planejada a realização de estudos envolvendo, de fato, o futuro impacto dos meios reativos após sorção, associados à saúde humana e à biota (através de ensaios de bioacessibilidade e toxicidade, respectivamente, permitindo a avaliação do risco ecológico). Assim, complementa-se, em caráter multidisciplinar, as análises envolvendo desde a obtenção dos materiais construtivos até o contato final com a biota e o ambiente como um todo, após a imobilização dos metais contaminantes.