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Função da melanopsina na percepção de temperatura em células 3T3-L1: um elo entre controle temporal e regulação da fisiologia do tecido adiposo

Processo: 18/14286-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Maria Nathália de Carvalho Magalhães Moraes Figueira Borges
Beneficiário:Giovanna Zanetti
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Tecido adiposo   Temperatura

Resumo

Em mamíferos, encontra-se uma rede de relógios circadianos, central e periféricos, regulando processos comportamentais e bioquímicos presentes no organismo. A informação de luz trafega pela retina e ativa uma serie de opsinas, dentre as quais destaca-se o fotopigmento melanopsina (OPN4) presente em células intrinsicamente fotossensíveis (ipRGC) que constituem cerca de 2% da camada ganglionar. A melanopsina participa do ajuste do relógio biológico central, o núcleo supraquiasmático, atuando no processo de transformação da energia fótica em elétrica e dessa forma envia a informação de luz ambiental através do trato retino-hipotalâmico para estes núcleos. Além da expressão clássica na retina, as opsinas foram identificadas em tecidos periféricos "cegos" como tecidos adiposos marrom (TAM) e branco (TAB), fígado, pulmão, adrenal e coração. Foi estabelecido o papel funcional da melanopsina no mecanismo de foto-relaxamento de vasos em resposta à estimulação por luz azul. Ademais adipócitos estimulados por luz azul apresentam redução de acúmulo de lipídeos e aumento da secreção de leptina. Tão surpreendente quanto os dados acima apresentados foi a constatação de que a melanopsina pode ser ativada também por energia térmica. Estes dados em conjunto quebram o paradigma de que a melanopsina participa apenas de respostas fóticas na retina e dessa forma a inclui em uma família de moléculas bi-funcionais que têm o potencial de perceber temperatura e luz. Neste trabalho investigaremos a ativação do relógio biológico em pré-adipócitos murinos em resposta a estímulos térmicos e uma possível participação da melanopsina neste processo.