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Estimulação transcraniana por corrente contínua no tratamento da depressão unipolar: investigação da relação dose-resposta por modelamento computacional da distribuição de campos elétricos no cérebro

Processo: 18/21722-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Andre Russowsky Brunoni
Beneficiário:Paulo Jeng Chian Suen
Instituição-sede: Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Transtorno depressivo maior   Estimulação transcraniana por corrente contínua

Resumo

O Transtorno Depressivo Maior (TDM) é uma condição caracterizada por sintomas afetivos, cognitivos e neurovegetativos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que existam 322 milhões de pessoas com depressão. O tratamento da TDM é normalmente feito com medicações como inibidores seletivos de recaptação de serotonina e antidepressivos triciclicos. Todavia, muitos casos não respondem ao tratamento medicamentoso, além de seu uso apresentar efeitos colaterais. Isto justifica o desenvolvimento de novas terapias como a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC), uma técnica segura e de alta tolerabilidade. A ETCC envolve a passagem de corrente elétrica pelo cérebro com intuito de provocar alterações na atividade cerebral modificando a excitabilidade das regiões afetadas. Diversos estudos investigaram a eficácia da ETCC no tratamento do TDM, com resultados promissores que instigaram o aprofundamento da compreensão dos mecanismos de ação da técnica. O Trial of Electrical Direct-Current Therapy versus Escitalopram for Depression (ELECT-TDCS), que teve auxílio FAPESP (JP 12/20911-5), comparou a ETCC com escitalopram (20mg/dia) e placebo. Apesar de ter sido inferior ao escitalopram, a ETCC foi superior ao placebo. Além disso, observou-se que a técnica apresenta variabilidade de seus efeitos individuais, possivelmente relacionada às variações entre os parâmetros de estimulação e também às diferenças anatômicas entre os cérebros dos pacientes. Por isso, propõe-se a obtenção de uma medida padronizada da quantidade de corrente elétrica que passa pelas regiões de interesse (regions of interest, ROIs) do tratamento. Uma forma de quantificação dessa "dose" de corrente elétrica é por modelamento computacional dos campos elétricos gerados pela ETCC no cérebro. Esse modelamento pode ser feito utilizando o SimNIBS, um software que exibe a distribuição espacial de corrente com base em modelos realistas de cabeças criados a partir de imagens de ressonância magnética. Com isso, torna-se possível correlacionar a resposta clínica com a quantidade de corrente que perpassa as ROIs, e assim investigar uma relação dose-resposta que possa contribuir para o incremento de eficácia da técnica para o tratamento de depressão. O presente estudo tem por objetivo realizar simulação computacional individualizada dos campos elétricos cerebrais de pacientes deprimidos tratados com ETCC, utilizando dados já coletados do ELECT-TDCS, para investigar uma possível associação entre a resposta clínica obtida com a quantidade de corrente em cada região cerebral durante a estimulação.

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