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Aspectos moleculares da resposta à radiação UV de Halobacterium salinarum NRC-1

Processo: 18/23851-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Fabio Rodrigues
Beneficiário:Beatriz Adas Picinato
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia sistêmica   Exobiologia   Extremófilos   Halobacterium salinarum   Raios ultravioleta

Resumo

O estudo de organismos que habitam ambientes extremos, chamados de extremófilos, tem sido cada vez mais relevante e frequente por sua aplicação à astrobiologia, à origem da vida e à biotecnologia. Há diversos representantes extremófilos entre as archaeas, grupo de microorganismos que dominam esses ambientes, sendo a Halobacterium salinarum parte dele. É halofílica obrigatória, crescendo em concentrações de sal de até 4.5M, e também resiste a outros extremos como radiação UV, gama e dessecação. Estudos feitos avaliando a resposta de H. salinarum à UV demonstraram que ela conta com diversos mecanismos para a sua proteção e reparação de dano, constituindo-se organismo favorável para estudos de resistência de extremófilos, devido a seu fácil cultivo, genoma sequenciado e existência de técnicas para modificá-lo geneticamente, além de uma grande quantidade de dados em escala genômica, especialmente de transcritoma, já disponíveis. O objetivo do presente projeto é entender os mecanismos moleculares envolvidos na resposta à radiação UV de H. salinarum, com ênfase na avaliação fenotípica e controle pós-transcricional. Serão realizadas simulações de situações de estresse, especialmente radiação UV, seguidas de medidas de sobrevivência e análise dos genes sabidamente envolvidos na resposta ao estresse quanto aos níveis de RNA, início de transcrição e presença de RNAs antisense utilizando dados de RNAseq já obtidos no laboratório. O projeto terá um ano de duração e será dividido entre a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, onde será realizado o cultivo, caracterização molecular e análise de dados de transcritoma, e o Instituto de Química da Universidade de São Paulo, onde será dada ênfase à simulação ambiental e às medidas de sobrevivência.