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Análise evolutiva e estrutural de genes associados ao Diabetes Mellitus Tipo 2

Processo: 18/11907-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Ricardo de Marco
Beneficiário:Diogo Maciel Duarte da Mota
Instituição-sede: Instituto de Física de São Carlos (IFSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia computacional   Diabetes mellitus tipo 2   Expressão gênica   Mutação   Processamento alternativo   Vertebrados

Resumo

O Diabetes Mellitus Tipo 02 (DM2) é uma doença metabólica caracterizada por hiperglicemia derivada dos defeitos na ação da insulina e representa entre 90-95% dos casos da doença. Sua manifestação é dependente de alelos mutantes em múltiplos loci gênicos; no momento atual, há pelo menos 128 sinais distintos, de associação ao DM2, atribuídos a 113 loci. Devido à alta prevalência do DM2, argumenta-se que a maioria destas mutações devem ter possuído um caráter neutro ou positivo durante a evolução da espécie humana. Presentemente, é pouco conhecido o efeito destas mutações no processo de splicing e de regulação do processo de transcrição dos genes associados e seu impacto na fisiologia humana. Diante disso, no presente projeto sugerimos uma análise baseada em um estudo evolutivo e estrutural dos genes associados ao DM2 com o objetivo de: 1) obter evidências sobre a possível tendência dessas mutações se localizarem preferencialmente ao lado de éxons dispensáveis; 2) verificar se genes contendo mutações possuem uma menor conservação do seu perfil de expressão gênica ao longo da evolução dos vertebrados do que a média de genes de perfil de expressão semelhante que não estejam associados ao DM; 3) verificar se as posições onde encontram-se as mutações associadas ao DM não apresentam mutações recorrentes ao longo da evolução de vertebrados. A análise destes dados permitirá verificar se a alta prevalência de mutações associadas ao DM2 poderia derivar do fato delas afetarem estruturas ou padrões de expressão que seriam naturalmente mais flexíveis e que, portanto, teriam baixo potencial deletério. Em adição, testaremos se a alta prevalência também poderia ser derivada de uma tendência destes sítios sofrerem mutações recorrentes. (AU)