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Exposição intrauterina e lactacional de ratos machos a doses suprafisiológicas de manganês: estudo de toxicidade reprodutiva, renal e hepática

Processo: 18/15871-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Juliana Elaine Perobelli
Beneficiário:Ana Priscila Gomes Silva
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Histofisiologia   Toxicologia   Manganês   Células de Sertoli   Saúde reprodutiva

Resumo

O manganês (Mn) é o segundo elemento mais abundante no ambiente, sendo menos prevalente apenas que o ferro. Ocorre naturalmente no ar, água, solo e alimentos. A deficiência de Mn em animais e humanos pode resultar em atraso no crescimento, má formação óssea, redução da fertilidade, defeitos congênitos, entre outros. Por outro lado, a exposição a níveis elevados de manganês, que pode ocorrer através de fungicidas agrícolas, emissões atmosféricas (incluindo partículas), drenagens e derrames, acarreta patologias como inflamação nos pulmões, disfunção renal aguda, e comprometimento das funções neurológicas/psicológicas. No que diz respeito ao sistema reprodutor, o acúmulo de Mn pode causar mudanças morfométricas nos órgãos e prejudicar a espermatogênese, impactando a habilidade fértil dos animais. Apesar da relevância do período fetal/perinatal para estudos toxicológicos sobre o Mn, os dados disponíveis na literatura tratam apenas do desenvolvimento físico e neurológico da prole. Não há estudos que avaliem os animais expostos ao Mn durante a vida intrauterina e lactacional quanto à sua saúde reprodutiva. Considerando que estudo prévio do nosso laboratório indicou que as células de Sertoli podem ser um alvo importante da toxicidade do Mn em indivíduos adultos, o presente estudo investigará se a exposição gestacional e lactacional (período de formação e proliferação das células de Sertoli) ao Mn prejudicará a função reprodutiva da prole masculina ao longo do desenvolvimento pós-natal. Para tanto, estudo in vivo será realizado com ratas prenhes da linhagem Wistar, distribuídas aleatoriamente em 3 grupos experimentais (n=10/grupo: controle, receberão água via gavagem; Mn1, grupo baixa dose, receberão MnCl2 via gavagem, dose a ser definida em ensaio de toxicidade aguda; Mn2, grupo alta dose, receberão MnCL2 via gavagem, dose a ser definida em ensaio de toxicidade aguda). As mães prenhes/lactentes receberão o tratamento experimental do dia gestacional 13 até o dia lactacional 15 (DPN 15 dos filhotes). No DPN 15, 50 ou 90 um filhote macho de cada ninhada (totalizando n=10/grupo/idade) será submetido à eutanásia para avaliação de parâmetros reprodutivos, hepáticos e renais. Em paralelo, estudo in vitro com células de Sertoli da linhagem TM4 será conduzido para investigar os efeitos diretos do Mn sobre a citoxicidade, morfologia celular, e biomarcadores de proliferação, apoptose, maturidade e metilação de células de Sertoli. (AU)