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Investigação das áreas fontes da Bacia do Paraná á partir do estudo isotópico de zircões detríticos: implicações para os modelos geodinâmicos da margem sudoeste do Gondwana

Processo: 19/02320-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Miguel Angelo Stipp Basei
Beneficiário:Renato Henrique Pinto
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/03737-0 - O Cráton Rio de la Plata e o Gondwana Ocidental, AP.TEM
Assunto(s):Bacia do Paraná

Resumo

Considerada como um marco significante na evolução do conhecimento e desenvolvimento da teoria de Tectônica de Placas, a Bacia do Paraná registra um longo período de acumulação sedimentar com evidencias de importantes mudanças climáticas e bio-estratigráficas, permanecendo ativa durante quase todo o Fanerozóico. Seis megaciclos de sedimentação são identificados dentro da Bacia do Paraná: Rio Ivaí, Paraná, Gondwana I, II, III e Bauru. A possibilidade de que alguns ciclos de sedimentação tenham sidos depositados sobre a influência de episódios de acresção de terrenos pré-Andinos (Orógeno Gondwanides), desenvolvidos durante a consolidação continental Gondwanica, foi sugerida por alguns autores. Esta hipótese nunca foi testada através de modelamentos geofísicos ou outras ferramentas geológicas, e tomando proveito disso, este projeto pretende investigar essa alternativa através do estudo isotópico de zircão detrítico. Deste modo, combinando-se os dados da literatura com a caracterização das áreas fontes dos sedimentos Eo-Paleozóicos da porção inferior da pilha sedimentar, pretende-se definir quando a Bacia do Paraná mudou seu contexto tectônico, passando de uma possível bacia de ante-país de retroarco para um ambiente de sinéclise intracratônica. Adicionalmente, o encontro de novos níveis tufáceos permitirá o posicionamento temporal preciso das unidades estratigráficas que os hospedam e, consequentemente, aprimorar a correlação da coluna geológica da Bacia com os limites propostos pela Carta Cronoestratigráfica Internacional. Além disso, a investigação isotópica U-Pb e Hf em zircão das unidades basais da Bacia do Paraná, abre uma oportunidade única para o melhor entendimento e modelamento do embasamento, que pode conter informações sobre parte importante da história evolutiva e das interações entre o Craton Rio de la Plata e os blocos cratônicos adjacentes.