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Efeitos da restrição alimentar de ferro sobre o perfil de expressão proteica nas regiões dopaminérgicas aferentes

Processo: 18/23535-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Kil Sun Lee
Beneficiário:Vitoria Fernandes Silva
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neurobiologia   Doenças neurodegenerativas   Dieta com restrição   Estresse oxidativo   Expressão de proteínas

Resumo

O envelhecimento interfere em diferentes funções orgânicas do corpo, podendo levar ao surgimento de doenças. Doenças neurodegenerativas são um dos exemplos que acomete a população idosa. Estas doenças apresentam uma característica comum entre seus processos patológicos que é a deposição de agregados proteicos. Os agregados proteicos podem ser formados espontaneamente durante a vida e sua formação pode ser estimulada devido ao aumento das espécies reativas de oxigênio (EROS) que podem ser produzidas em diversas vias metabólicas. Sabe-se que o estilo de vida pode interferir no desempenho do organismo, sendo alimentação um fator importante para a sua homeostase, já que uma alimentação saudável contribui para o funcionamento correto das células. Quando inadequada, a alimentação pode colaborar para o surgimento de doenças. Uma deficiência nutricional comum é a deficiência de ferro, sendo a anemia sua manifestação mais severa. Este quadro possui sintomas clássicos como a fadiga, redução da capacidade de atenção, perda de memória em curto prazo e baixo desempenho cognitivo. Tais sintomas podem estar ligados com a transmissão dopaminérgica, que pode ser afetada devido à falta de ferro. Além disso, tanto o metabolismo de ferro quanto o de dopamina são fontes de produção de EROS e estão relacionados com o mecanismo de patogênese de diversas doenças neurodegenerativas. Com intuito de investigar como as vias dopaminérgicas são alteradas com a restrição de ferro, nosso grupo investigou o perfil de expressão proteica do hipocampo e do estriado dos animais submetidos à restrição de ferro. Nossos resultados demonstraram que cada região apresentou um padrão de alteração distinto, indicando que estas regiões respondem de formas diferentes à restrição alimentar de ferro. Estas regiões possuem regiões aferentes distintas: substância negra e área tegmental ventral respectivamente. Portanto, o objetivo deste projeto é analisar o perfil da expressão proteica nas regiões aferentes após a restrição alimentar de ferro para contribuir com melhor entendimento do envolvimento das vias dopaminérgicas na função cognitiva em casos de deficiência de ferro. Além disso, os dados obtidos deste estudo podem propiciar informações relevantes sobre a relação entre as doenças neurodegenerativas, metabolismo de ferro e da dopamina.