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Influência da retirada de metais de transição essenciais e a presença da proteína prion celular (PrPc) na agregação proteica em astrócitos

Processo: 18/22063-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Inorgânica
Pesquisador responsável:Giselle Cerchiaro
Beneficiário:Gabriela Di Iorio Leite
Instituição-sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Degeneração neural   Homeostase   Metais de transição   Cobre   Príons   Agregados proteicos

Resumo

Em sua conformação normal, a proteína príon celular (PrPC) exerce inúmeras funções celulares e cognitivas, dentre elas se destacam funções como sinalizadora e auxiliar na fixação da memória. É uma proteína ancorada na membrana plasmática de todas as células e altamente presente em células do tecido cerebral. Com todo conhecimento adquirido a respeito suas funções nos últimos 15 anos, ainda restam dúvidas sobre sua ação e principalmente sobre como se dá a interação molecular da PrPC com a proteção - ou ativação - de doenças neurodegenerativas. A PrPC também pode se ligar aos metais divalentes, em especial com até 5 íons cobre. Entretanto, os significados funcionais desta interação metal-proteína ainda não estão completamente claros. Tanto frentes que indicam a participação desses metais na conversão das isoformas da proteína príon e sua forma patogênica, quanto as que reportam a PrPC como responsável no processo de homeostase de metais, geram conflitos na literatura atual a respeito do real papel dos metais tanto nas doenças priônicas como em outras doenças neurodegenerativas. Estudar essa relação permite não só concluir o papel da PrPC no SNC mediado via metais de transição como cobre, ferro e zinco, como inferir se o fenótipo observado em doenças priônicas é consequência de falhas na interação metal-PrPC. Esse é um dos pontos que motivam a execução deste trabalho, visando contribuir com o esclarecimento da participação desses metais em processos de neurodegeneração. Este projeto tem o objetivo de elucidar a participação da PrPC na agregação proteica com a influência da retirada de metais de transição específicos durante episódios de quebra de homeostase metálica. Para isso, células de astrócitos de camundongos serão utilizadas do tipo selvagem (WT) e nocaute para a PrPC (KO), e serão utilizados quelantes específicos para cobre, ferro e zinco, amplamente estudados e caracterizados pelo nosso grupo de pesquisa. Serão verificadas alterações no padrão de agregação proteica, via géis de acrilamida e western blotting.