Busca avançada
Ano de início
Entree

Síndrome de Treacher Collins: mecanismos responsáveis pela variabilidade clínica e em busca de moléculas para resgatar o fenótipo

Processo: 18/21706-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Maria Rita dos Santos e Passos Bueno
Beneficiário:Gabriella Shih Ping Hsia
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Disostose mandibulofacial   Desenvolvimento craniofacial   Apoptose   Fenótipo   Genes p53   Dano ao DNA   Síntese proteica

Resumo

A Síndrome de Treacher Collins (TCS) é uma doença craniofacial rara caracterizada por hipoplasia dos ossos faciais, fissura palatina e malformações nos ouvidos. A maioria dos casos (~93%) é causada por mutações no gene TCOF1. Existe grande variabilidade do grau de acometimento clínico intra e interfamilial, cujos mecanismos etiológicos são desconhecidos. Em modelos animais para a TCS, demonstrou-se que em células neuroepiteliais ocorre alta produção de espécies reativas de oxigênio (ROS), desregulação de biogênese ribossomal, estresse, dano oxidativo no DNA e apoptose, resultando nos fenótipos craniofaciais da síndrome. Estes fenótipos podem ser melhorados via tratamento materno durante o período gestacional com antioxidantes, através da redução da taxa de apoptose neuroepitelial. Como as mitocôndrias são as principais fontes de ROS e desempenham diversos papéis de sinalização celular, além dos já relacionados a apoptose, é relevante estudar o seu papel na patofisiologia da TCS. Assim, propomos investigar os mecanismos responsáveis pela variabilidade clínica, como também o papel mitocondrial na TCS em modelo de desenvolvimento embrionário humano. Para isso, utilizaremos células neuroepiteliais derivadas de iPSCs de 5 pacientes com TCS e de 4 indivíduos controles, as quais permitem recapitular estágios iniciais do desenvolvimento craniofacial. Primeiro, testaremos se os mecanismos patogênicos descritos nos modelos animais se aplicam para a TCS em humanos. Depois, investigaremos se a taxa de apoptose e os níveis de p53 diferem entre os grupos. Em seguida, buscaremos por moléculas para resgatar/melhorar o fenótipo celular, como inibidores de p53 e antioxidantes. Serão avaliados também os níveis de dano de DNA e de síntese proteica, bem como se há alterações nas atividades mitocondriais em função da deficiência de TCOF1 e/ou de outra proteína da mesma via. Para isso, analisaremos a taxa de consumo de O2, de produção de H2O2 e da razão GSH/GSSG. Caso sejam encontradas diferenças nesses mecanismos, investigaremos sua relação com a variabilidade clínica observada em TCS, utilizando esse modelo in vitro. Com esse projeto esperamos contribuir para uma melhor compreensão não só acerca dos mecanismos responsáveis pela variabilidade clínica, como também do papel mitocondrial para a patogenicidade da TCS. Além disso, forneceremos subsídios para o desenvolvimento de possíveis tratamentos futuros ou prevenção de formas graves com uso de um modelo celular humano. (AU)