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Efeitos da homocisteína e seus cofatores no proteoma dos oligodendrócitos e possíveis implicações na esquizofrenia

Processo: 18/25439-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Daniel Martins-de-Souza
Beneficiário:Danielle Gouvêa Junqueira
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Proteômica   Metilação

Resumo

A esquizofrenia é um grave distúrbio psiquiátrico, envolvendo fatores genéticos e ambientais, sendo os sintomas classificados em positivos, negativos e cognitivos. Os primeiros sintomas geralmente ocorrem entre o final da adolescência e o início da fase adulta. Diversas hipóteses explicam a fisiopatologia da esquizofrenia, como as hipóteses glutamatérgica e dopaminérgica. Esta se relaciona com a principal estratégia farmacológica de tratamento que consiste no emprego de antipsicóticos, atenuando principalmente os sintomas positivos. Há também indícios de que disfunções na substância branca, incluindo alterações no funcionamento dos oligodendrócitos, podem se relacionar com o desenvolvimento dos sintomas neurocognitivos. Outras desregulações também são observadas nos pacientes com esquizofrenia como aumento nos níveis de homocisteína, déficit de folato e vitamina B12, bem como a redução nos níveis de glutationa, importante antioxidante celular. Essas alterações se relacionam com a indução de estresse oxidativo, bem como de um quadro inflamatório, o que pode prejudicar o funcionamento dos oligodendrócitos, impactando no processo de mielinização. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo realizar o tratamento de oligodendrócitos humanos com compostos relacionadas com o metabolismo de um carbono (homocisteína, folato, vitamina B6 e vitamina B12), bem como N-acetilcisteína, precursora da glutationa, a fim de investigar possíveis alterações relacionadas com o funcionamento dos oligodendrócitos. Para tanto, iremos avaliar a formação de espécies de oxigênio, investigando os efeitos nocivos da homocisteína, bem como os potenciais efeitos protetores dos cofatores. Ademais, realizaremos a análise do proteoma das células, por nanocromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas, a fim de identificar possíveis vias e processos bioquímicos que possam estar relacionadas com o metabolismo de um carbono e processos oxidativos. Dessa forma, este trabalho busca auxiliar na compreensão de alterações vinculadas ao aumento dos níveis homocisteína nos oligodendrócitos, bem como após o tratamento com os cofatores, a fim de investigar possíveis implicações relacionadas aos oligodendrócitos e possíveis consequências no contexto da fisiopatologia da esquizofrenia.