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Rumo à conservação do convívio: governando as interações humano-fauna no Antropoceno

Processo: 19/01325-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Convênio/Acordo: Belmont Forum
Pesquisador responsável:Katia Maria Paschoaletto Micchi de Barros Ferraz
Beneficiário:Laila Thomaz Sandroni
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/50038-8 - CON-VIVA em direção a uma conservação do convívio: governança em interações humanos-vida selvagem no Antropoceno, AP.R
Assunto(s):Conservação   Ciências sociais   Interação homem-animal   Conflitos   Animais predadores   Pobreza   Antropoceno

Resumo

O projeto baseia-se na premissa de que a conservação é fundamental para as transformações para a sustentabilidade, mas que suas práticas precisam ser reorientadas. A conservação da maneira como foi realizada até hoje teve eficácia na proteção da biodiversidade em determinados lugares, mas não conseguiu deter a perda global de biodiversidade. A fragmentação continuada de habitats e a redução do financiamento em tempos de austeridade agravam esse problema. Muitos conservacionistas agora reconhecem isso, levando a vigorosas discussões sobre como reconfigurar as relações entre humanos e animais selvagens, áreas protegidas e o papel do desenvolvimento econômico na conservação no antropoceno. O principal objetivo do projeto é conceitualizar e testar empiricamente as perspectivas de uma proposta emergente desses debates: a conservação do convívio. Este novo modelo tem como objetivo ir além das áreas protegidas e da confiança nas soluções baseada no mercado para construir caminhos de governança, financiamento e integração da paisagem que levem em conta tanto a conservação, quanto a redução da pobreza. CON-VIVA investiga as perspectivas da conservação do convívio comparando proeminentes estudos de caso que abordam conflitos entre humanos e animais selvagens envolvendo predadores de topo de cadeia na Finlândia, EUA, Brasil e Tanzânia. Nossa hipótese é a de que, se "viver com" predadores de topo de cadeia pode ser efetivamente combinado com novas formas de desenvolvimento econômico, uma transição para a conservação do convívio pode ser significativamente fortalecida. (AU)