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Efeitos da nanocápsula de núcleo lipídico contendo Anexina A1 em modelo de Colite Ulcerativa induzida em camundongos

Processo: 18/26383-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Sandra Helena Poliselli Farsky
Beneficiário:Milena Fronza Broering
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Farmacologia   Nanocápsulas   Anexina A1   Colite ulcerativa   Modelos animais

Resumo

A Anexina A1 (AnxA1) é um proteína de 37 KDa secretada por diversas células com papel modulador da resposta inflamatória. A AnxA1, importante proteína anti-inflamatória, modula a colite experimental e nosso grupo de pesquisa tem mostrado que a AnxA1 é mediador do tratamento da doença com infliximab. As nanocápsulas de núcleo lipídico (LNCs) carreiam moléculas de diferente natureza, entre as quais produtos biológicos, e tem habilidade de atravessar barreiras endógenas, demonstrando eficácia terapêutica após administração oral. Assim, o presente projeto tem por objetivo encapsular a AnxA1 em LNC (LNC-AnxA1) e testar sua eficácia em modelo in vivo de colite experimental induzida pelo DSS em camundongos C57Bl/6 pela administração oral, além de elucidar os efeitos da mesma em células Caco-2, uma linhagem de epitélio gastrointestinal. O encapsulamento da AnxA1 e sua caracterização físico-química serão realizados no laboratório de nanotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, seguindo o protocolo estabelecido pelas Professoras Silvia Guterres e Adriana Polhmann. A AnxA1 recombinante (rAnxA1) será cedida pelo Dr. Chris Reutlelinsgperger da Universidade de Maastrich, Holanda. A colite experimental será induzida pela administração oral de DSS 3% já estabelecido em nosso laboratório. O tratamento com LNC-AnxA1 será realizado a partir do 6° dia até o 10° dia após o início da indução da colite, por via oral, na concentração de 25 µg ao dia. No 11° dia, amostras do cólon e de sangue serão coletadas para caracterização histológica, de imuno-histoquímica, caracterização celular da lâmina própria por citometria de fluxo, vias de sinalização celular, leucograma e citocinas plasmáticas, além de cálculo do índice de atividade da doença. Serão realizados estudos in vitro com células Caco-2 estimuladas e observar a secreção de mediadores inflamatórios, como o TNF-± permeabilidade e integridade da barreira celular, além de alterações nas moléculas das junções intercelulares importantes para o desenvolvimento da doença. Em conjunto, os resultados obtidos poderão contribuir para a aplicação da rAnxA1 como uma ferramenta terapêutica para a colite, uma doença crônica que não possui tratamento efetivo que acomete cada vez mais pessoas mundialmente. (AU)