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Avaliação da ação protetora da melatonina no estresse oxidativo induzido pela obesidade em tecido adiposo periaórtico de ratos

Processo: 18/23959-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Pesquisador responsável:Carlos Renato Tirapelli
Beneficiário:Sabrina Paixão Ficher
Instituição-sede: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Estresse oxidativo   Melatonina   Espécies de oxigênio reativas   Tecido adiposo   Modelos animais de doenças   Delineamento experimental

Resumo

O tecido adiposo perivascular (Perivascular adipose tissue - PVAT) é um tipo de tecido adiposo que envolve grandes artérias e veias e que além de fornecer suporte mecânico para os vasos sanguíneos funciona como um órgão parácrino e endócrino. O PVAT secreta várias substâncias bioativas que exercem efeito anti-contrátil modulando assim a resposta vascular a diferentes agentes vasoativos. Na obesidade, há aumento da quantidade e modificação estrutural do PVAT ao longo da vasculatura. Essas alterações incluem aumento das espécies reativas de oxigênio (ERO) via NAD(P)H oxidase e redução da capacidade antioxidante. Em conjunto essas respostas levam ao aumento do estresse oxidativo, redução da ação anti-contrátil do PVAT e à disfunção vascular. A melatonina (5-metoxi-N-acetiltriptamina) é um hormônio produzido centralmente pelas células endócrinas da glândula pineal e que tem sido utilizado na proteção contra danos oxidativos, na modulação de respostas anti-inflamatórias, cardiovasculares e no controle da pressão arterial. A melatonina também é capaz de prevenir o dano oxidativo em aorta de ratos diabéticos e em aorta de animais após o choque induzido por lipopolissacarídeo de membrana (LPS). Em aorta de camundongos obesos, a melatonina restaura os níveis das enzimas superóxido dismutase (SOD)2 e catalase. Além disso, em artérias mesentéricas de resistência, a melatonina é previne a perda da função anti-contrátil do PVAT em modelo animal de senescência acelerada e em camundongos obesos. A melatonina tem sido utilizada em diversos modelos animais de obesidade como ferramenta farmacológica para redução do peso e das alterações induzidas pela obesidade. No entanto, não há trabalhos na literatura que descrevam o efeito da melatonina sobre a manutenção do estresse oxidativo e seu papel na perda da função anti-contrátil do PVAT durante a obesidade. A hipótese deste trabalho é que o aumento do estresse oxidativo observado durante a obesidade esteja associado com a perda da função anti-contrátil do PVAT e, que o tratamento com melatonina atue diretamente na diminuição do estresse oxidativo como scavenger de radicais livres e, indiretamente, estimulando a atividade e a expressão de enzimas antioxidantes. Dessa maneira, o presente projeto foi delineado com o objetivo de investigar se a melatonina poderia reverter o aumento do estresse oxidativo no PVAT induzido pela obesidade.