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Caminhos para a intensificação ecológica através da restauração e da certificação agrícola

Processo: 18/22881-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Jean Paul Walter Metzger
Beneficiário:Francisco d'Albertas Gomes de Carvalho
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/23457-6 - Projeto interface: relações entre estrutura da paisagem, processos ecológicos, biodiversidade e serviços ecossistêmicos, AP.BTA.TEM
Assunto(s):Ecologia da paisagem   Agricultura   Restauração   Serviços ambientais   Código florestal   Certificação   Cafeicultura

Resumo

A expansão e a intensificação promovidas pela revolução verde permitiram dobrar a produtividade agrícola, porém, a Agricultura é tida como responsável por até 70% das perdas de biodiversidade terrestre. Neste contexto, o processo de intensificação ecológica, baseado no manejo de organismos provedores de Serviços Ecossistêmicos (SE) importantes para os cultivos (ex. polinização), é uma opção para que a Agricultura se torne mais sustentável. Ações de restauração de áreas naturais e de certificação do manejo agrícola podem ser usadas para atingir esse objetivo. Esse trabalho visa contribuir no entendimento de caminhos para uma intensificação ecológica, através de três objetivos principais: (I) avaliar se existem regras gerais que definem o comportamento dos proprietários rurais quanto à localização de áreas de vegetação nativa existente ou para restauro (habitat para organismos provedores de SE); (II) realizar uma análise de custo-benefício de diferentes cenários de restauração em áreas de plantação de café (uma importante commodity brasileira); (III) efetuar uma avaliação da efetividade da certificação através de uma análise temporal e contrafatual dos efeitos ecológicos da certificação em fazendas produtoras de café. Esperamos que: (I) a disposição em restaurar e/ou conservar vegetação nativa dentro da propriedade tenha uma relação positiva com a área da propriedade e com a proporção de vegetação nativa e uma relação negativa com o custo de oportunidade e a aptidão agrícola da terra. O mesmo padrão negativo deve se verificar na localização destas áreas na propriedade; (II) ações de restauração tenham melhor custo-benefício em fazendas imersas em paisagens com coberturas intermediárias de vegetação nativa; e (III) fazendas certificadas tenham melhores indicadores ecológicos quando comparadas com fazendas não-certificadas. De uma forma geral, espera-se que um planejamento adequado de ações de restauração e de certificação agrícola contribua para a intensificação ecológica, favorecendo o aumento da produção agrícola e a manutenção da diversidade biológica em paisagens rurais. (AU)