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Efeitos da hipóxia crônica intermitente na transmissão purinérgica nos corpúsculos carotídeos de ratos

Processo: 18/21518-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia
Pesquisador responsável:Davi José de Almeida Moraes
Beneficiário:Nilton de Carvalho Santos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Fenômenos fisiológicos respiratórios   Anóxia   Trifosfato de adenosina   Adenosina   Corpo carotídeo

Resumo

Os corpúsculos carotídeos (CBs) são os principais sensores de O2 em ratos, pois contém células altamente sensíveis às reduções da pressão parcial de O2 (hipóxia) no sangue arterial (PaO2). Em condições de hipóxia, os CBs promovem a liberação de neurotransmissores, principalmente da família das purinas (ATP e adenosina) que atuam em seus receptores metabotrópicos (P2Y1, P2Y2, A2a, A2b, A1 e A3) e ionotrópicos (P2X3, P2X2) promovendo ajustes cardiovasculares, mediados pela ativação do sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático (aumento da pressão arterial e bradicardia, respectivamente) e respiratórios (hiperventilação pulmonar). Os níveis de ATP e adenosina são modulados pela atividade das ectonucleotidases [(ecto-nucleosideo trifosfato difosfo-hidrolase: E-NTPDases) (ecto-5'-nucleotidase: E5'Nt)], presentes na membrana plasmática e no meio intracelular das células que compõem os CBs, tendo como produto final a adenosina. A hipóxia crônica intermitente (HCI) produz aumento da tonicidade e da resposta quimiossensorial dos CBs de ratos, contribuindo para a hiperatividade simpática e hipertensão arterial observadas neste modelo experimental. Entretanto, a contribuição da transmissão purinérgica para estas alterações nos CBs de ratos em resposta à HCI ainda permanece desconhecida. Diante disso, a hipótese do presente Projeto de Pesquisa é a seguinte: a HCI aumenta a transmissão purinérgica (ATP e adenosina) nos CBs de ratos, contribuindo para o aumento da tonicidade e para hiperreflexia dos CBs à hipóxia. Iremos avaliar as alterações na sinalização purinérgica induzidas pela exposição de ratos à HCI (10 dias), com foco na expressão e função dos receptores para ATP e adenosina nos CBs, além da expressão das E-NTPDase e E5'Nt. Além disso, faremos o registro do nervo do seio carotídeo para avaliar a contribuição da transmissão purinérgica para o aumento da tonicidade e da resposta reflexa à hipóxia dos CBs de ratos submetidos à HCI. O entendimento desses mecanismos poderá contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para patologias associadas com aumento da atividade dos CBs como hipertensão arterial neurogênica, insuficiência cardíaca e apneia obstrutiva do sono.