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Os efeitos do veneno da aranha p. nigriventer e suas toxinas purificadas na reprogramação de Macrófagos M1 e M2

Processo: 19/03761-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Catarina Raposo Dias Carneiro
Beneficiário:Jaqueline de Lima Munhoz
Supervisor no Exterior: Abdolmohamad Rostami
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Thomas Jefferson University (TJU), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:18/03051-9 - Identificação de moléculas moduladoras de macrófagos a partir de veneno de aranha: novas perspectivas para o tratamento do câncer, BP.IC
Assunto(s):Imunoterapia   Imunomodulação

Resumo

A imunomodulação tem sido considerada uma abordagem antitumoral estabelecida, uma vez que as células imunológicas, principalmente macrófagos, estão envolvidas na tumorigênese. As células infiltrantes do microambiente tumoral incluem linfócitos reguladores e células mieloides, representadas por diferentes populações de macrófagos conhecidos como macrófagos associados a tumores (TAMs). Embora eles mostrem uma variação fenotípica e comportamental complexa, os TAMs podem ser divididos de maneira simplista em dois subtipos, M1 e M2. Canonicamente, o perfil M1 está associado a propriedades pró-inflamatórias e efeitos antitumorais, enquanto o fenótipo M2 possui propriedades anti-inflamatórias que promovem o crescimento do tumor e a resistência à terapia. A reprogramação de TAMs de uma assinatura molecular de M2 para o fenótipo M1 é uma estratégia que é proposta para alterar o curso da resposta imune antitumoral. No entanto, pode causar efeitos adversos, como a indução de metástase. Além disso, evidências crescentes sugerem que ambos, M1 e M2, contribuem para tumorigênese e migração / metástase de células tumorais. Citocinas liberadas por macrófagos M1 parecem estar envolvidos nesses efeitos. Os resultados do projeto desenvolvido no Brasil relacionado a esta proposta, demonstraram que o veneno de Phoneutria nigriventer (PnV) é capaz de ativar macrófagos. Macrófagos com perfil M0 quando tratados com o veneno e suas toxinas isoladas apresentaram um fenótipo fagocitário, significativamente mais eficiente em matar células tumorais do que macrófagos M0 não estimulados. Curiosamente, enquanto o lipopolissacarídeo (LPS; controle do perfil M1) induziu a liberação de grandes quantidades de citocinas, macrófagos estimulados por PnV não produziram quantidades significativas de citocinas pró ou antiinflamatórias, sendo, portanto, um fenótipo diferente de M1. Esse perfil peculiar induzido por moléculas de veneno pode ser uma estratégia eficiente para combater tumores sem estimular o desenvolvimento do câncer. Considerando esses resultados, o objetivo do presente projeto é investigar se o veneno e seus peptídeos isolados poderiam reprogramar as células M1 e M2 (presentes no estroma do tumor) a esse perfil ativado pelo PnV, o que poderia redirecionar a resposta imune contra o tumor. Possibilitando, futuramente, o seu uso como um imunoadjuvante, dando a oportunidade para o desenvolvimento de uma potencial nova terapia antineoplásica.