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Visitação carcerária e a sua relação com o turismo em municípios com unidades prisionais: o caso em Presidente Bernardes - SP

Processo: 18/24616-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Turismo
Pesquisador responsável:Renata Maria Ribeiro
Beneficiário:João Paulo Bloch de Farias
Instituição-sede: Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rosana. Rosana , SP, Brasil
Assunto(s):Demanda turística   Planejamento turístico   Planejamento   Prisões   População carcerária   Entrevistas (psicologia)

Resumo

A interiorização das unidades prisionais em pequenas cidades no Estado de São Paulo, a exemplo de Presidente Bernardes têm alterado a rotina das populações de interior tanto devido à movimentação de visitantes junto às penitenciárias quanto na utilização por essas pessoas de serviços diversos existentes na cidade. A vinda de visitantes de diferentes regiões, com o intuito de visitar o ente encarcerado tende a modificar as estruturas locais sob diversos aspectos. A hipótese levantada na presente pesquisa é o fato de que os visitantes usufruem também da infraestrutura do turismo nas viagens, o que pode se considerar como uma possível demanda emergente do turismo, constituindo um público diferente dos turistas que viajam em busca do lazer, sendo que a principal motivação é o contato com pessoas encarceradas. Sendo assim, este estudo tem o objetivo de compreender qual é o vínculo que o grupo em estudo tem com a atividade turística, para isto, busca-se sob aspecto do planejamento turístico de identificar o perfil do visitante; quais equipamentos e serviços turísticos são utilizados durante o período de visita ao encarcerado e ainda dados referentes a despesas realizadas para essas viagens, estes dados propiciaram a base para uma conceituação inovadora relacionando esta demanda ao turismo. Os procedimentos metodológicos se baseiam em pesquisa bibliográfica, documental e entrevistas junto aos visitantes e aos comerciantes da cidade através de questionários que terão como base os do IPTUR (2013), de Dencker (1998) e da Secretaria de Turismo de São Paulo, sendo esses adaptados à realidade em torno da atual pesquisa. Observadas as primeiras análises será possível traçar uma discussão em torno desse perfil de visitantes em relação ao tema turismo, e ainda obter um diagnóstico do impacto socioeconômico que a cidade passou a ter a partir do fluxo de visitantes na cidade. Os resultados iniciais dessa pesquisa podem amparar o poder público municipal de cidades que possuem presídios, de novas visões prospectivas ao planejamento de ações que possam refletir positivamente tanto nas estruturas sociais, espaciais e/ou econômicas dessas cidades.