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Aspectos ecoepidemiológicos e genotipagem do Trypanosoma cruzi de vetores provenientes de sítios de surto da Doença de Chagas no Rio Grande do Norte

Processo: 18/20814-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Carlos Eduardo de Almeida
Beneficiário:Erick Hoffmann Prado
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/08176-9 - Abordagem integrada de parâmetros morfo-moleculares para Triatoma brasiliensis, o principal vetor da Doença de Chagas no semiárido brasileiro: a elucidação de elos da cadeia ecoepidemiológica, AP.JP
Assunto(s):Ecoepidemiologia   Trypanosoma cruzi   Técnicas de genotipagem   Doença de Chagas   Rio Grande do Norte

Resumo

No passado, o semiárido nordestino apresentou focos hiperendêmicos de transmissão vetorial da doença de Chagas, no entanto, o cenário de epidemiológico vem mudando em todo o Brasil com a emergência de transmissões pela via oral. Um surto da doença de Chagas foi oficialmente divulgado no início deste ano e os casos foram distribuídos por quatro municípios do Rio Grande do Norte: Tenente Ananias, Marcelino Vieira, Alexandria e Pilões. Existe a suspeita de transmissão oral, mas até o momento os elementos envolvidos na transmissão do parasito na área do surto são desconhecidos. Dentre os fatores de risco, tanto para a infecção vetorial quanto oral, destaca-se a prevalência de Trypanosoma cruzi nos vetores da área e a proximidade entre estes insetos e o homem. A identificação dos genótipos de T. cruzi e dos vetores pode ser útil para o rastreamento de surtos. Sendo assim, este projeto visa evitar que importantes informações acerca do evento se percam, neste caso, sobre o rastreamento dos vetores e dos genótipos parasitários albergados pelos insetos. Nesse sentido, serão realizadas capturas de triatomíneos em seus diferentes ecótopos (domiciliares, peridomiciliares e silvestres) na área do surto chagásico. Os vetores serão analisados visando o reconhecimento da prevalência da infecção natural por T. cruzi e a determinação da diversidade de Unidades Discretas de Tipagem (DTU) do parasito. A diversidade dos vetores e dos genótipos do parasita serão analisadas em escalas geográficas e ecotípicas. O reconhecimento de tais genótipos é particularmente importante para a associação com aqueles que possivelmente infectaram humanos. Assim, os resultados poderão fornecer informações relevantes para a melhor compreensão do panorama ecoepidemiológico associado ao surto chagásico.