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Níveis de tolerância de espécies da Floresta Atlântica ao excesso de metais e elevação da temperatura

Processo: 19/03001-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Marisa Domingos
Beneficiário:Geane Martins Barbosa
Instituição-sede: Instituto de Botânica. Secretaria do Meio Ambiente (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/50341-0 - Desafios para conservação da biodiversidade frente às mudanças climáticas, poluição e uso e ocupação do solo (PDIP), AP.PDIP
Assunto(s):Metais   Ecologia aplicada   Antioxidantes   Mata Atlântica   Mudança climática

Resumo

Atualmente, a maior parte da Mata Atlântica existe em pequenos fragmentos isolados uns dos outros e compostos por florestas secundárias em estágios sucessionais iniciais e médios. Essa fragmentação pode afetar suas propriedades, como estrutura e composição, podendo ocorrer um aumento da mortalidade de muitas espécies e a subsequente proliferação de outras, como as pioneiras e lianas. A perda de espécies pode contribuir com alterações no clima, pois o sequestro e a manutenção de grandes reservatórios estáveis de carbono da atmosfera dependem do funcionamento dos ecossistemas. Ainda, florestas fragmentadas em áreas urbanas vêm sendo afetadas também por uma diversidade de poluentes, como pelos metais pesados adsorvidos ao material particulado suspenso na atmosfera. Tais poluentes constituem uma ameaça à vegetação devido a alta toxicidade dos metais, a incapacidade de se transformarem em formas menos tóxicas e persistência no ambiente, os quais podem induzir alterações metabólicas características do estresse oxidativo. Em nível de ecossistema, a toxicidade de elementos, como Cu, Zn e Ni, depende da intensidade do estresse e sensibilidade das espécies. Portanto, neste estudo três espécies de grupos funcionais diferentes serão submetidas à elevação de temperatura e ao excesso dos metais Cu, Zn e Ni, a fim de verificar temporalmente o perfil das defesas antioxidantes e dos indicadores de danos celulares em raízes e folhas e interações entre a eficiência das defesas antioxidantes e o acúmulo de metais em folhas, caule e raízes.