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Consequência das mutações G372V e T454M na funcionalidade de SF1

Processo: 19/04487-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Leticia Fröhlich Archangelo
Beneficiário:Vivian Maura Gregoracci
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/01458-3 - Investigação da participação da quinase reguladora de fatores de splicing (KIS) na leucemogênese utilizando modelo murino de transplante de medula óssea, AP.JP
Assunto(s):Mutação   Processamento de RNA   Proliferação celular   Leucemia

Resumo

A proteína SF1 reconhece as regiões 3' dos íntrons durante os estágios iniciais na formação do spliceossomo, mas não é necessária para o splicing constitutivo de todos os pré-mRNA nas células. Assim, SF1 atua como um fator de splicing alternativo sobre um sub-conjunto de pré-mRNAs celular. Mutações somáticas em diversos genes relacionados ao processo de splicing, incluindo SF1 e SF3b, foram recentemente descritas em doenças hematológicas, consolidando os defeitos na maquinaria de splicing como um novo mecanismo na leucemogênese. Em um estudo publicado por Yoshida e colaboradores, SF1 foi encontrado mutado em um pequeno subconjunto de pacientes, das quais 1,3% foram de síndromes mielodisplásicas (SMD), 0,7% de leucemia mieloide aguda de novo (LMA de novo) e 1,9% das neoplasias mieloproliferativas (NMP) (Yoshida et al. 2011). Em outro estudo, os autores identificaram mutações no SF1 entre 0,6% dos pacientes com SMD (Haferlach et al. 2013). A consequência funcional destas mutações, tem sido nosso objeto de estudo. As mutações em SF1, G372V e T454M, descritas por Yoshida e colaboradores (2011), foram selecionadas para o estudo por nosso grupo. A fim de investigar a consequência da presença das mutações G372V e T454M na função normal de SF1, nosso grupo gerou construções de vetores retrovirais (MIG-SF1_WT, MIG-SF1_G372V, MIG-SF1_T454M e vetor vazio MIG) que foram utilizados para transduzir células de linhagem leucêmica Namalwa e U937, que passaram a expressar as construções de maneira estável. Como objetivo deste plano de trabalho, pretendemos utilizar as linhagens leucêmicas que expressam as proteínas SF1 mutadas e avaliá-las quanto a viabilidade, capacidade clonogênica e proliferativa em relação as células que expressam SF1 selvagem.