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Fisiologia reprodutiva e controle reprodutivo de duas espécies novas/emergentes em cativeiro, o meagre (Argyrosomus regius) e o greater amberjack (Seriola dumerili): ferramentas fisiológicas aplicadas a aquicultura

Processo: 19/05290-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 19 de maio de 2019
Vigência (Término): 18 de maio de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca - Aquicultura
Pesquisador responsável:Maria Célia Portella
Beneficiário:Paulo Henrique de Mello
Supervisor no Exterior: Constantinos Mylonas
Instituição-sede: Centro de Aquicultura (CAUNESP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal, SP, Brasil
Local de pesquisa : Hellenic Centre for Marine Research (HCMR), Grécia  
Vinculado à bolsa:16/02826-1 - Influência de ácidos graxos polinsaturados fornecidos como diferentes fontes de lipídios no metabolismo e morfologia do sistema digestório de larvas da garoupa verdadeira Epinephelus marginatus (Teleostei: Serranidae), BP.PD
Assunto(s):Reprodução

Resumo

A sobre-explotação dos recursos marinhos é um dos maiores problemas em todo o mundo e ameaça a segurança alimentar da humanidade, e, muitas espécies de peixes comercialmente importantes estão sofrendo de sobrexplotação (FAO, 2018). Dessa forma, a aquicultura é a única solução para o aumento da produção de organismos marinhos, ao mesmo tempo em que auxilia na conservação dos estoques de peixes marinhos, reduzindo a pressão de pesca de algumas espécies. No Brasil, a aquicultura marinha ainda é incipiente e o controle dos aspectos reprodutivos, como maturação dos oócitos (OM), ovulação, espermiação, desova, fertilização e produção de ovos de alta qualidade são imprescindíveis para o desenvolvimento da aquicultura em qualquer espécie de peixe. Quando criadas em cativeiro, muitas espécies de peixes apresentam alguns problemas na reprodução e as fêmeas muitas vezes falham em atingir a maturação do oócito e à ovulação, e os machos apresentam problemas relacionados à produção e qualidade dos espermatozóides. Portanto, estudos sobre as terapias de indução à maturação utilizando hormônios exógenos e modulação dos fatores ambientais, como temperatura e salinidade, manejo dos reprodutores, tanques ou tamanho dos tanques, para estimular a maturação, são ferramentas importantes para induzir a ovulação, espermiação e desova dos reprodutores. e para a produção de gametas de alta qualidade. Os estudos aqui propostos visam avaliar os efeitos das manipulações de salinidade e temperatura sobre a maturação reprodutiva, o sucesso da desova e a qualidade de ovos/espermatozóides em meagre e investigar a cinética de desova, contribuição parental da desova em grupo e desenvolver um protocolo de desova de casais para a reprodução induzida de Greater amberjack. Assim, estes experimentos irão aumentar nosso conhecimento sobre os aspectos reprodutivos para o desenvolvimento da aquicultura sustentável utilizando reprodutores domesticados que podem fornecer uma produção de alevinos durante todo o ano e permitir a reprodução seletiva para o desenvolvimento de linhagens com características necessárias e, por fim, atender a demanda da indústria aquícola. O conhecimento a ser adquirido é indispensável para impulsionar a aquicultura, que é uma área econômica com grande potencial no Brasil.