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Estudo do egresso de tripomastigotas de Trypanosoma Cruzi em células infectadas

Processo: 19/04264-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 03 de junho de 2019
Vigência (Término): 02 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Renato Arruda Mortara
Beneficiário:Éden Ramalho de Araujo Ferreira
Supervisor no Exterior: Kevin Morris Tyler
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of East Anglia (UEA), Inglaterra  
Vinculado à bolsa:16/16918-5 - Estudo do egresso de tripomastigotas de Trypanosoma cruzi em células infectadas, BP.PD
Assunto(s):Citoesqueleto   Trypanosoma cruzi

Resumo

A doença de Chagas é causada pelo protozoário flagelado Trypanosoma cruzi e afeta cerca de 7 milhões de pessoas no mundo. Tripomastigotas de T. cruzi infectam as células do hospedeiro e se diferenciam em formas amastigotas intracelulares; estes, após replicação, se diferenciam em tripomastigotas, que rompem a membrana plasmática, acessando o espaço extracelular e a corrente sanguínea, criando um ciclo de reinfecção. Embora há anos seja estudada a invasão por T. cruzi, pouco se sabe sobre o egresso. Usando microscopia confocal de células vivas e posteriormente preparadas para microscopia eletrônica de varredura (correlativa), investigamos alguns aspectos do egresso de T. cruzi. Nossos resultados mostraram que a saída do parasita é um evento abrupto; Células infectadas mantêm a integridade da membrana plasmática até o momento do egresso, embora imediatamente após a saída dos parasitas pouco resta das estruturas citoplasmáticas da célula hospedeira. Além disso, existem modificações aparentes no citoesqueleto de actina que passam de actina filamentosa formando fibras de stress em células não infectadas para anéis de actina em células infectadas com amastigotas. Tais estruturas tornam-se ainda mais evidentes em células contendo tripomastigotas, indicando que o egresso em T. cruzi é um evento orquestrado que se inicia durante a fase de replicação intracelular do parasita. Observamos também a ruptura da membrana da célula hospedeira e liberação de amastigotas, podendo este evento estar relacionado à origem dos infectivos amastigotas extracelulares. Finalmente, em experimentos empregando técnicas específicas para remover a membrana plasmática, mas preservando o citoesqueleto da célula hospedeira observamos que em células contendo elevado número de amastigotas ou tripomastigotas em fase pré-eclosão há aparente "afrouxamento" ou ausencia do citoesqueleto. Para continuar minhas investigações, acredito que a estadia de 12 meses no laboratório do Dr. Tyler na University of East Anglia fornecerá acesso à tecnologia pouco difundida no Brasil, possibilitando uma série de novos experimentos. Durante a estadia, espero avaliar a composição e fluidez da membrana plasmática durante o desenvolvimento intracelular dos tripomastigotas e as alterações na arquitetura de citoesqueleto e de núcleo associadas ao escape vacuolar, proliferação dos amastigotas e tripomastigogênese. Finalmente, espero identificar as condições, mecanismos e sinais específicos que desencadeiam a diferenciação de amastigotas em tripomastigotas e consequente egresso.