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Acúmulo hepático de peptídeos beta-amiloides em camundongo modelo para a Doença de Alzheimer (3xTg-DA): estudo da integridade do fígado e de suas funções mitocondriais

Processo: 19/02350-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Pesquisador responsável:Luciane Carla Alberici
Beneficiário:Henrique Angelo Moreira Cunha
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Bioenergética   Doença de Alzheimer   Tecido hepático   Peptídeos beta-amiloides   Fígado   Mitocôndrias   Modelos animais de doenças

Resumo

A doença de Alzheimer é uma doença altamente prevalente em idosos, caracterizada pela degeneração do tecido cerebral que pode levar ao comprometimento de domínios cognitivos, perda progressiva da memória, demência e morte. A formação de placas senis extracelulares a partir de peptídeos beta-amiloides e a hiperfosforilação da proteína tau provocam a desestabilização da rede de sustentação dos neurônios, ocasionando inflamação neuronal e diminuição das atividades sinápticas. Estudos revelam que os órgãos periféricos podem fornecer uma contribuição significativa para a depuração (clearance) de peptídeos beta-amiloides e, além disso, mostram uma relação entre a deficiência desse sistema periférico e a sua contribuição para a patogênese da doença de Alzheimer. Sendo assim, há um indicativo que esse mecanismo de depuração pode ter um potencial terapêutico e preventivo para a patologia. Nesse contexto, é sugerido que os órgãos responsáveis majoritariamente pela captação dos peptídeos beta-amiloides no sangue são o fígado e o rim, inclusive dados apontam um acúmulo hepático anormal de peptídeos beta-amiloides. Sabe-se também que esses peptídeos podem ocasionar danos em mitocôndrias, exercendo sua toxicidade intracelularmente. Além de suprir a maior parte do ATP necessário às funções celulares, a mitocôndria também desempenha um papel importante na homeostase de cálcio e regulação da morte celular programada. Visto que as funções mitocondriais são de grande importância para a interpretação de vários processos que governam o metabolismo energético dentro da complexa rede intracelular nos hepatócitos e a relevância que o tecido hepático pode ter em mecanismos envolvidos com peptídeos beta-amiloides, este trabalho visa analisar parâmetros da bioenergética mitocondrial desse tecido e estabelecer sua relação com a doença de Alzheimer. Para tanto, serão realizados experimentos para verificar se há disfunção hepática em um modelo experimental para a doença de Alzheimer, com ênfase em alterações nas funções mitocondriais.