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Participação dos sistemas de Fotorrecepção e de controle temporal no desenvolvimento, progressão e metástase do melanoma maligno: investigação de novos alvos terapêuticos

Processo: 18/16511-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Ana Maria de Lauro Castrucci
Beneficiário:Leonardo Vinícius Monteiro de Assis
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Pele   Transformação celular neoplásica   Melanoma

Resumo

O sistema de fotorrecepção da pele é conhecido há quase 20 anos, porém somente em 2011 avanços quanto a sua funcionalidade começaram a ser relatados. Nosso grupo de pesquisa tem trabalho com pioneirismo neste campo. Até o momento, demonstramos que o sistema de fotorrecepção participa não apenas na pigmentação induzida por radiação UVA, mas também atua como um sensor de temperatura, o qual alimenta o sistema de relógio de melanócitos normais e malignos. Na mesma linha de raciocínio, o sistema de controle temporal da pele possui um elegante mecanismo de funcionamento, cujo papel está mais elucidado no âmbito fisiológico; todavia sua participação em condições patológicas - mais especificamente no câncer - é ainda pobremente conhecida. Neste cenário, demonstramos várias evidências da redução da expressão gênica dos componentes do relógio, estabelecendo claramente a existência de um quadro de cronoruptura no câncer de melanoma em comparação ao tecido saudável. Demonstramos também, com pioneirismo, que o melanoma não metastático gera um quadro de cronoruptura em órgãos distantes e que em pacientes o gene BMAL1 é um fator de prognóstico positivo e pode ser utilizado como ferramenta para discriminar pacientes que podem se beneficiar da imunoterapia. Diante do exposto, este projeto visa a elucidar a participação da melanopsina no desenvolvimento, progressão e metástase do câncer de melanoma utilizando células e/ou animais nocautes para melanopsina, e sua possível interação com o relógio biológico da pele. Diversos protocolos experimentais serão empregados para atingir estes objetivos. Análises de bioinformática serão efetuadas em bancos de dados públicos com o intuito de buscar alvos para validação in vitro. Ademais, objetiva-se avaliar a participação dos relógios centrais e periféricos no desenvolvimento do melanoma através do uso de modelo animais geneticamente modificados. Para alcançar seu objetivo este projeto possui a colaboração de uma equipe multidisciplinar e internacional, bem como dispõe de elegantes modelos celulares e animais geneticamente modificados, cujos fenômenos biológicos serão avaliados por técnicas de biologia molecular avançadas, e visam a estabelecer os sistemas de fotorrecepção e de relógio da pele como potenciais alvos terapêuticos para o tratamento de melanoma.

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